Papel Salgado – Estreando o novo Laboratório!

Semana passada eu e meu colega Fernando Fortes começamos nossas investigações sobre os processos fotográficos históricos, hoje conhecidos como alternativos. Acho que só na fotografia coisa antiga é chamada de alternativa, vai saber.

Foi também o “soft-opening” do nosso novo laboratório químico! Temos o projeto de adequá-lo a todos os processos fotográficos do século 19. Vou publicar algumas imagens do laboratório assim que ele estiver um pouco mais estabelecido.

Ok, sobre o tal Papel Salgado… em inglês, é conhecido como Salted Paper e também como Salt Print, Cópia Salgada. E é isso mesmo! É uma das primeiras técnicas de se fazer fotografia e envolve salgar papel. O inglês William Henry Fox-Talbot desenvolveu está técnica que torna a prata sensível à luz quando combinada com sal comum.

Bom, começamos com uma receita bem simples para a partir daí incrementá-la. Seguimos “mais ou menos” a fórmula de Allyson Fauver

Banho de sal

  • 1000ml de água
  • 20g de ácido cítrico
  • 20g de cloreto de sódio (sal)

Sensibilizador

  • 100 ml de água
  • 10g nitrato de prata

Por hora nossos testes ainda estão um pouco aleatórios por conta do nosso entusiasmo com a brincadeira nova. Nos próximos posts vou começar a ordenar as coisas direito. Mas já conseguimos umas boas imagens! Olhem só:

Papel Salgado – A primeira cópia feita! Foi usado um negativo PB 4×5 de autoria do Fernando Fortes.

 

Negativos digitais e papel salgado

 

Folha de “renda portuguesa” em desenho fotogênico de Fernando Fortes

 

Contato de 4×5 PB em Papel Salgado. É um teste de usar papel para impressão de jato de tinta, no caso um Hahnemühle Dürer. O resultado é muito bom. Vamos continuar os testes nesse tipo de papel.

 

Laboratório Químico – Ainda bem incompleto mas já funcional. A caixa de madeira é a caixa de luz UV que montamos.

 

 

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