Serviço de digitalização em escâner cilíndrico.
Recentemente restaurei para condição de uso um escâner cilíndrico Heidelberg Primescan D8200 (fabricado em 2002) que estava parado a anos em um galpão, com algumas partes já degradadas pelo tempo. O desejo principal, fora o restauro em si desta grande máquina, foi o de ter uma opção de digitalização para os negativos de grande formato que produzo, já que ela suporta tamanhos de até A2+!
Depois de um pouco mais de um ano, entre aquisição de peças e consultoria técnica remota (um salve para o Karl Hudson da Hudson Grafik), finalmente voltou a sua velha forma no final de 2025. Desde então, vou me maravilhando com as digitalizações do acervo.
Como algumas pessoas estão perguntando se é possível escanear serviços de fora, aqui vai a resposta: Sim!
O que é um escâner cilíndrico?
Os escâneres cilíndricos, ou “de tambor” numa tradução literal do inglês drum scanner, foram a tecnologia dominante para digitalização de filmes fotográficos em contextos de alto volume e qualidade, como a indústria gráfica para livros, anúncios, embalagens e comunicação visual de ambientes. Eles tiveram seu pico na virada para o século 21, quando começaram a perder espaço rapidamente para as imagens nato-digitais e tecnologias mais baratas que tiveram grande melhora de qualidade, como escâneres de mesa (flatbed) e captura com câmeras DSLR.
A característica mais visível deste tipo de escâner é que o filme (transparência positiva, negativa ou mesmo uma folha opaca) é montado em uma peça tubular de acrílico transparente. Apesar de poder ser montado de forma seca, o melhor desempenho para montagem de transparências é a montagem molhada, em que o filme é colocado em contato com o cilindro e coberto por uma fina folha de poliester (mylar) e um líquido é inserido dentro deste “sanduíche”, preenchendo o espaço entre o filme, o cilindro e o mylar. O líquido melhora a transmissão de luz, elimina “anéis de newton” e reduz consideravelmente a visualização de riscos e poeiras no filme.
No escâner, o cilindro atinge rotações variadas e uma luz é emitida para atingir o filme e ser captada pela objetiva, linha a linha, ponto a ponto. A imagem é capturada não por CMOS ou CCD e sim por foto multiplicadores, que transformam o sinal analógico em registro digital.
O resultado é uma captura com luminosidade totalmente uniforme em toda a área, grande definição, nitidez e excelente gama dinâmica, principalmente em transparências positivas (filmes cromo), além de resoluções altíssimas, que podem chegar a 11.000dpi no Primescan (o limite é 16.000 pixels por linha).
Qual a vantagem na atualidade?
Apesar de ser uma tecnologia de duas décadas atrás, um escaneamento cilíndrico ainda é a melhor digitalização disponível para filmes. Porém, para pequenos formatos (35mm), saídas em tela (internet) e impressões até um tamanho médio não há uma grande vantagem visual em relação a bons escâneres de mesa ou DSLR.
Uma vantagem clara das digitalizações em cilíndrico são para formatos maiores pois podem não caber em um escâner de mesa ou serem dificieis de capturar satisfatoriamente com câmeras digitais. Ou seja, tamanhos a partir de médio formato até o limite do tambor, que no caso do Primescan é A2+.
Outra vantagem é para grandes impressões. Por exemplo, é possível ter uma digitalização com resolução suficiente para uma impressão de 1 x 1,5 metro sem interpolação!
Além destas vantagens, é surpreendente a qualidade das cores e gama dinâmica de uma boa digitalização em escâner cilíndrico.
Para operar este escâner é necessário gasto de insumos a cada digitalização e bastante tempo de trabalho (horas para alguns fotogramas), além de computadores antigos (para se conectar ao escâner) e modernos para tratar os gigantescos arquivos. Como são equipamentos fora de linha e com 20 anos nas costas é também necessária a manutenção, que é toda em moeda estrangeira. Tudo isso resulta em um custo percebido como elevado por fotograma, se comparado a outras soluções. Mas pode ter certeza de que vale cada centavo, e a qualidade superior é perceptível, resultando em sua obra ser impressa na melhor qualidade.
O serviço de escaneamento
As digitalizações resultantes são em 16 bit (48 bit em RGB) no espaço LAB ou AdobeRGB, em formato TIFF. A resolução pode variar e nem sempre a resolução máxima é necessária para um ótimo resultado.
Para simplificar, a seguir tem algumas opções de formato, resolução de saída e custo. Outros formatos e resoluções podem ser possíveis, só combinar antes.
- 35mm em 8k dpi – R$ 120,00 por imagem
- 6×45, 6×6, 6×7, ou 6×9 em 7k dpi – R$ 160,00 por imagem (~1.6GB)
- 4×5” em 4k dpi – R$ 250,00 por imagem
- 8×10” em 2k dpi – R$ 500,00 por imagem
Condições:
- Os fotogramas a serem escaneados devem estar soltos. Tiras de negativos podem ser cobradas por fotogramas não digitalizados (pois ocupam espaço no cilindro);
- slides devem estar fora das molduras;
- será feita uma limpeza leve. para uma limpeza mais completa será cobrado hora de serviço.
Como contratar o serviço
Ainda estou ajeitando a dinâmica do processo. Por hora, entre em contato para tirar duvidas e combinar o envio do negativo, pagamento e recebimento da digitalização.
Envie uma mensagem pela página de contato e responderei o quanto antes.
Obrigado!
