Fazendo o perfil de cor de um escâner com um cartão IT8

Recentemente eu tive que reproduzir alguns documentos e decidi que já estava na hora de investigar um pouco mais a calibração de cor do meu escâner de opacos. Ele é bem antigo, um CanonScan N1220U que tem me servido bem. Vou descrever os passos mas infelizmente é necessário comprar algumas coisas. Nada muito caro e vai valer horas de trabalho em ficar ajustando cores de cada escaneamento.

O que eu usei foi:

Target IT8
O Target IT8 (traduzo por alvo?) é um padrão de amostras de cores e cinzas. Também chamado de rampa de cores e rampa de cinza. O cartão tem que ser feito de modo super controlado. Depois suas cores são medidas uma a uma e escritas em um arquivo descritivo que é enviado junto, no caso em um CD. Existem versões do IT8 em papel, como este que usei, e também em diversos tipos de transparências de filme cromo caso esteja fazendo o perfil de filmes.

Eu comprei meu IT8 de um site alemão. Deu tudo certo e eles não são caros: www.targets.coloraid.de

Target IT8 com o CD onde vem o arquivo descritivo.


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Papéis e branqueadores óticos

Quem imprime fotos fine-art já deve ter visto nas embalagens dos papéis a informação se eles têm ou não “branqueador óticos”, conhecidos também como Optical Brightening Agent (OBA). Muitos fabricantes de papel incluem um químico que transforma Ultra-violeta (UV) não visivel em luz visível. Desta forma, é possível dar a impressão de que o papel é mais branco do que ele realmente é.

E já que eu tenho agora uma caixa de luz UV, resolvi ver o efeito do branqueador em alguns papéis. Na foto abaixo eu alinhei alguns papéis de um mostruário da Hahnmemühle sob luz comum. Nada de mais, certo?

Papel da esquerda é um sulfite comum. A sequência para direita são papéis Hahnemühle Albrecht Dürer, Fine Art Pearl, Torchon, PhotoRag, PhotRag Bright White e Museum Etching.

Na foto abaixo, eu liguei as luzes UV. No caso, são a famosa “luz negra” presente em muitas baladas. A Luz negra emite alto índice de luz UV-A e quase nenhuma luz visível. A luz que parece que os papéis estão refletindo esta na verdade sendo emitida pela própria folha. Este é o branqueador ótico transformando luz invisível em luz visível.

Papel com branqueador ótico sob luz UV. Papel da esquerda é um sulfite comum. A sequência para direita são papéis Hahnemühle Albrecht Dürer, Fine Art Pearl, Torchon, PhotoRag, PhotRag Bright White e Museum Etching.

Perceba que cada papel tem uma quantidade diferente de branqueador e a segunda e última folha (esq. prá dir.) estão pretas pois não possuem nenhum branqueador ótico.

O uso de papel com branqueador ótico é discutido entre impressores e fotógrafos. Para quem se preocupa com a longevidade da cópia, o branqueador é um problema pois algum dia ele irá gastar e perder o efeito e a cópia poderá mudar de aparência de uma forma não previsível. Se a cópia é para museus e galerias, é inútil ter branqueador ótico pois estes ambientes, idealmente, devem possuir iluminação sem UV. Mas para imagens de uso de curto e médio prazo, o branqueador pode ser ótimo pois realmente deixa a cópia com mais brilho e contraste.

O branqueador ótico é usado também em muitas outras coisas no nosso dia a dia. Praticamente tudo que promete o “branco mais branco” como sabão em pó para roupas e pasta de dente. Já me falaram que até em comida tem, mas nunca testei. Será?