Sobre o Tempo: fotografias em placa úmida de colódio

O Imagineiro convida para a abertura no dia 07/05/16, da exposição “Sobre o Tempo: fotografias em placa úmida de colódio”, com fotografias de Anna Silveira, Bruna Queiroga, Laura Del Rey, Lucio Libanori, Maurício Sapata, Osiris Lambert, Roger H. Sassaki, Simone Wicca e Tiana Chinelli.

São 15 obras inéditas produzidas com a técnica fotográfica da Placa Úmida de Colódio em que os artistas foram convidados para discutirem o “Tempo” ao seu gosto.

A exposição ‘Sobre o Tempo – Fotografias em Placa Úmida de Colódio’ fica em cartaz até o dia 28/5 e tem entrada gratuita. Junto com as obras inéditas serão expostas outras imagens do acervo do Imagineiro, coletivo que pesquisa técnicas históricas fotográficas.

A abertura também marca a comemoração mundial do Dia da Placa Úmida, uma celebração voluntária da comunidade de praticantes da técnica.

Serviço

Abertura da exposição ‘Sobre o Tempo – Fotografias em Placa Úmida de Colódio’ e comemoração do Dia Mundial da Fotografia em Placa Úmida
Sábado 07/05, das 10h às 17h
Demonstrações do processo às 11h, 13h, 14h30 e 16h

Visitação da exposição ‘Sobre o Tempo – Fotografias em Placa Úmida de Colódio’:
07 a 28 de maio
Sextas e sábados, das 11h às 16h
Demonstrações aos sábados às 15h.
Outros horários podem ser agendados pelo email contato@imagineiro.com.br
Entrada gratuita

Local:
Casa Ranzini
Rua Santa Luzia, 31 – Liberdade – São Paulo – SP
Próximo às estações Liberdade e Sé do Metrô

Devolvendo o tempo da latência ao olhar

por Angela Di Sessa

As imagens aqui apresentadas não são apenas exercício técnico de um procedimento historicamente definido mas, fruto de uma subversão e resistência aos modos de produção e modos de ver “pós fotográficos” derivados da digitalização e da difusão de imagens no mundo contemporâneo .

Vale citar Joan Fontcuberta ao comentar a produção desenfreada e a publicação em redes sociais:

Nestas fotos (reflectogramas), a vontade lúdica e autoexploratória prevalece sobre a memória. Tomar fotos e mostrá-las nas redes sociais forma parte dos jogos de sedução e dos rituais de comunicação das novas subculturas urbanas posfotográficas, as quais, embora capitaneadas por jovens e adolescentes, deixam poucos à margem. As fotos já não tomam recordações para guardar, mas mensagens para enviar e trocar: se convertem em puros gestos de comunicação, cuja dimensão pandêmica obedece a um amplo espectro de motivações.

Houve a supressão do tempo do trabalho e dos embates com a materialidade dos meios de produção da fotografia analógica. Segundo Fontcuberta ” a pós fotografia é o que resta da fotografia “.

Porém, ficaram para trás também a espera nas longas exposições, o intervalo entre a captação da imagem e a sua visualização, a transformação através do processamento químico da imagem latente em imagem visível/manifesta. A latência como território para a subjetividade e os seus trabalhos silenciosos também ficaram para trás.

Nos processos em placa úmida, em ambrótipo, o intervalo na produção da imagem se estende pois integra a ” fabricação ” de seus filmes, os tempos longos de exposição na captação da imagem, uma vez que remete a um modo de produção pré industrial. Dilata também as fronteiras da observação, do imaginável.

Os procedimentos de linguagem que produziram as imagens aqui expostas, ao contrário do pós fotográfico, re-instauram o intervalo do fazer como operação poética de metamorfosear sentidos. Estabelecem uma ação que se funda na atenção, no entregar-se aos ritmos do tempo ( necessário na produção dos equipamentos, suportes, processamento químico, na exposição e pose prolongada ), no enraizar-se na duração e assim, tornando-se presença/memória. É assim, reemerge o sujeito/criador, que concede lugar ao outro.

A plasticidade da superfície fotossensível se impregna de linguagem. As marcas do trabalho de ver e fazer ver, do tempo do fazer e da latência são ali depositadas. O olhar é convocado a percorrer com suavidade tátil paisagens, corpos, cantos, dar materialidade à imagem do celular. Há tempo para fazê-lo. Há permissão em se deixar afetar pelo tempo e pelos ritmos vitais.

E assim, metamorfoseado, o olhar compassivo e reinserido no corpo, torna-se memória, imprime afetos, produz relicários. Os objetos únicos resultantes dessa operação, apesar da estabilidade e durabilidade do seu material, exibem sua vulnerabilidade na fragilidade de seu suporte em vidro e na superfície delicada de sua imagem. Apresentam-se como pequenas jóias lapidadas que serão quase imortais se cuidadas.

Desejo, memória, pulsão vital emergem nesse exercício de linguagem, da latência à visibilidade, transformando presença em memória manifesta reconciliada com o tempo.

A Placa Úmida de Colódio

A placa úmida de colódio é um dos primeiros processos da história da fotografia. Inventado pelo inglês Frederick Scott Archer em 1851, foi o mais utilizado até os anos 1880, quando foi substituído pelas placas de gelatina de prata e depois pelos filmes fotográficos.

A técnica consiste na aplicação de colódio (um composto químico que funciona como um “esmalte”) em uma placa de vidro (ambrótipo ou negativo) ou de metal (ferrótipo). É no colódio que a prata “grudará” para formar a imagem. Toda criação da foto – preparação química da placa, captação, revelação e fixação – deve ser feita enquanto o colódio ainda estiver úmido, em um intervalo de cerca de 15 minutos.

Depois que a imagem “aparece” na placa – seja ela de vidro (ambrótipo ou negativo) ou de metal (ferrótipo) -, a mesma é seca e envernizada para protegê-la da ação do tempo.

Um processo artesanal que envolve químicos, câmeras de médio e grande formato e longos tempos de exposição, e que pode ser considerado “lento” se comparado à velocidade com que as imagens são produzidas e compartilhadas nos dias de hoje.

“Não parece haver uma razão única para as pessoas se enveredarem pelos processos fotográficos históricos. Mas a descoberta do que é único em cada um deles pode ser a peça que falta para a obra do artista”, afirma Roger H. Sassaki, organizador e curador da mostra e um dos poucos fotógrafos que trabalha com a técnica de placa úmida no Brasil.

Além de impressionar pela riqueza de detalhes, um ambrótipo surpreende os espectadores pela ambiguidade de ser uma imagem negativa que se “transforma” em uma imagem positiva quando o vidro é colocado em um fundo escuro.

Sobre os participantes e suas obras

Anna Silveira
Fotógrafa freelancer formada em Letras pela USP e Fotografia pelo Senac, cursou também Pós-graduação em Fotografia pela FAAP em São Paulo. Uma das fundadoras do blog de viagens Vasto Mundo, participa do coletivo Imagineiro em projetos de oficinas de fotografia analógica, é colaboradora das agências de fotojornalismos Foto Arena (Brasil) e The Wide Angle (Inglaterra), e trabalha na empresa Marinho Comércio, representante de diversas marcas ligadas à fotografia como Leica e Ilford.

Obra: “Tempo: Coisa que passa para lembrar”, 2016 – Ambrótipo

Bruna Queiroga
Graduou-se em jornalismo e, atualmente, pesquisa fotografia e comunicação. Mestre em Ciências da Comunicação pela ECA-USP. Esteve entre os colaboradores do Dicionário de Comunicação, 2ª edição, em 2014. Integrou o júri do 5º Concurso de Fotografia Clique o Futuro, em 2014. Apresentou o artigo “Através do Espelho – Selfie, Comunicação, Estética e Sociedade” no II Seminário de Estética e Crítica de Arte, em 2015. Participou da exposição “Lumens 2016 – Relatos de Identidad”, em Bogotá, Colômbia, com um trabalho também realizado em placa úmida de colódio.

Obra: ‘Passagens’, 2016 – Fotografia em sobreposição de Ambrótipos
Carte de visite da Deusa do Tempo, arquétipo que aparece em Verdandi (viking), Tara (hindu) e Rainha de Maio/ Deusa Maia (grega). A estação que chega se sobrepõe à que se vai. Reflexão sobre as interpenetrações temporais.

Laura Del Rey
Formada em Cinema pela FAAP, é sócia do estúdio Doravante e atua como fotógrafa, diretora e designer. Teve trabalhos expostos no Brasil (Galeria Vermelho, Emissário de Santos, Ímã Galeria e Hotel Hilton) e no exterior (Tunísia, Portugal, França e Guatemala). Foi sócia da produtora Toca dos Filmes, fez o projeto gráfico e retratos de diversos discos e peças de teatro e trabalhou para empresas como Wahba Filmes e Folha de São Paulo. Em 2015 imprimiu seu primeiro livro, Hart. Escreve mensalmente para a revista OLD e colabora com o Jornal de Borda. Atualmente, cursa pós-graduação em formação de escritores no Instituto Vera Cruz. || www.lauradelrey.com.br

Obras: [O amor é mais frio que a morte], 2016 – Ambrótipos
Pequena série de ambrótipos com os atores Gilda Nomacce e Thiago Ledier. As marcas químicas e a transparência típicas do suporte colódio sobre vidro são exploradas de forma progressiva a cada placa, buscando trazer com as manchas fantasmas e cicatrizes que complementem ou desmintam o gestual da relação amorosa que se vicia e desgasta.

Lucio Libanori
É paulistano e trabalha com impressão de obras visuais. Seu interesse pela fotografia surgiu da necessidade de entender o trabalho de seus clientes, principalmente daqueles que usam câmeras de grande formato e o processamento analógico no fluxo de produção de suas imagens. O interesse pelos processos históricos de fotografia nasceu ao conhecer, por intermédio da artista Carolina Mitsuka, o trabalho de Roger H. Sassaki.

Obra: ‘Tão pouco disto dito infinito’, 2016 – Ambrótipo
Retrata o conflito entre a eternidade e a finitude. O ambrótipo representa a angústia do ser humano perante a inexorabilidade do tempo.

Maurício Sapata
Maurício Sapata é fotógrafo e integrante da equipe de educadores do Cidade Invertida. Faz pesquisas em processos históricos como o cianótipo e papel salgado, também atua na preservação e no resgate cultural de processos fotográficos como o lambe-lambe e colorização manual de fotografia P&B. É colaborador de edição da revista fotográfica BLUR.”

Obra: “Foste”, 2016 – Ambrótipo colorido manualmente

Osiris Lambert
Repórter fotográfico desde 1989 atua de forma documental em diferentes publicações nacionais, é filiado a FENARJ e ARFOC, pós-graduando em cinema pela Anhembi Morumbi, em 2015 foi coordenador geral do projeto fotográfico “Árvores Paulistanas”, exposição que percorreu o Conjuto Nacional, Estação Clínicas do metrô e Galeria Olido.

Obra: ‘Venus’, 2016 – Ambrótipo
Tendo como ponto de partida a pintura a óleo “A Venus de Urbino 1538”, de Ticiano, e a unidade temática “Tempo” proposta para esta exposição, propus uma releitura desta obra, que já foi relida em diferentes momentos da história por diferentes autores e artes, desta forma a Vênus, adquiri uma persistência frente ao tempo, não sob a forma de uma excelência pessoal de um comportamento persistente ou virtude, mas sim sob a forma da capacidade de perpetuar-se, e de manter-se por reprodução, pois a obra de Ticiano originalmente não tem mais se não como objetivo principal ilustrar um comportamento esperado frente a imaturidade da noiva de Urbino.
A técnica do colódio úmido que também é uma sobrevivente que rompe a barreira do tempo, vai se relacionar com a releitura da obra de Ticiano por carregar em seu gene o estranhamento ou falha temporal com suas “imperfeitas”, perfeições que lhes são peculiares e que nos remete a um tempo passado.

Roger H. Sassaki
O fotógrafo paulistano atua no jornalismo documental e de espetáculos musicais desde 2000. Lecionou diversos cursos pelo Senac-SP e recentemente seu trabalho autoral o levou a retomar processos fotográficos históricos. Explorador visual, trabalha em estúdio e dá voltas pela cidade registrando-a em calótipos e ambrótipos.

Obras: “Oportunidade”, 2016. – Ambrótipo; “Itororó”, 2015 – Papel salgado de negativo de colódio 20x25cm; “Revisitando Militão”, 2016 – Papel salgado de negativo de colódio 20x25cm;

Simone Wicca
Simone Wicca pesquisa e ensina fotografia e os processos históricos há 16 anos. De 2004 a 2010 formatou e orientou os cursos de fotografia no Sesc Pompeia além de organizar a programação fotográfica (‘FotoAtiva Pará: Cartografias Contemporâneas’, ‘Relatos de Trajetória’, ‘Entre_Vistas Brasileiras’, entre outras) nas Oficinas de Criatividade. Em 2014 criou o LABici, laboratório sobre uma bicicleta para revelação de fotografias pinhole ao ar livre (parceria com Guilherme Maranhão e Roger Sassaki). Em 2015 elaborou o projeto ‘Observatório’, no Sesc Ipiranga, onde um container foi transformado numa grande câmera fotográfica com um laboratório PB em seu interior no qual aconteceram diversas oficinas de fotografia. Atualmente desenvolve pesquisa de processos fotográficos com pigmentos de plantas (Anthotype). Reside e trabalha em São Paulo.

Obra:[, Dá- me um barco.], 2015 – Ambrótipo em lâmina de microscopia e trecho de livro.
Trabalho inspirado no livro ‘O Conto da Ilha Desconhecida’, de José Saramago. O conto narra a história de um homem que vai bater à porta do Rei e pede-lhe um barco para procurar a Ilha Desconhecida. Ele quer conhecer a si próprio quando nela estiver (‘Se não sais de ti, não chegas a saber quem és’).

Tiana Chinelli
Fotógrafa e jornalista soteropolitana radicada em São Paulo. Iniciou carreira no jornalismo esportivo, trabalhou para jornais e revistas, na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, e já foi até paparazzo. Atua como freelancer na cobertura de eventos corporativos e, em paralelo, desenvolve projetos e pesquisas em técnicas históricas de fotografia.

Obras: ‘Colódiofone’, 2016 – Ambrótipos em telas de celular
Série de imagens de placa úmida de colódio usando como suporte telas de celular. Uma leitura crítica do modo como fotografamos desenfreadamente nos dias de hoje, usando como contrapondo um processo lento e contemplativo do século retrasado.

Ambrótipos no Festival de Inverno de Paranapiacaba 2015

Ambrótipo 12x16,5cm. Julho, 2015. Roger H. Sassaki.
Ambrótipo 12×16,5cm. Julho, 2015. Roger H. Sassaki.

Colódio-bike visita a Vila de Paranapiacaba!

Fomos convidados pelo SESC Santo André para participar da edição de 2015 do Festival de Inverno de Paranapiacaba levando a Colódio-bike para fazer demonstrações de ambrotipia pelas ruas. Levar uma técnica inglesa do século 19 para uma vila inglesa do século 19 pareceu fazer todo o sentido e aceitamos prontamente! Para esta atividade, tive a assistência dos colegas Lucio Libanori e Maurício Sapata.

Sempre tive vontade de conhecer a cidade e estava empolgado com a oportunidade de justamente ter a melhor desculpa para levar todo o equipamento para lá. O maior medo era a tal da famosa neblina que vem das montanhas e cobre tudo. E não é que chegamos na sexta feira as 17h no meio de uma neblina fechada de não ter nem dez metros de visibilidade?

Sábado de manhã acordamos cedo pra montar a bicicleta e já sair pra fazer alguns testes e se divertir. Fomos até a entrada de carros da cidade para fazer a foto da locomotiva que está aí no começo do post. Algumas pessoas já foram ver o que estávamos fazendo. 😉

(clique para ver maior)

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O Lucio e o Maurício também fizeram umas imagens no mesmo local:

Ambrótipo 12x16,5cm. Julho de 2015. Lucio Libanori.
Ambrótipo 12×16,5cm. Julho de 2015. Lucio Libanori.
Ambrótipo 12x16,5cm. Julho de 2015. Mauricio Sapata.
Ambrótipo 12×16,5cm. Julho de 2015. Mauricio Sapata.

Aproveitei para fazer duas chapas 4×5″em calótipo seco Pelegry. Veja os negativos e depois a inversão digital.

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Das 15h30min as 17h30min fizemos nossa apresentação (nos dois dias) no coreto da praça, ao lado do Clube Lira. Com cerca de 40minutos cada, fizemos uma sequência de demonstrações de como se fotografar em placa úmida de colódio. Para isso, o público foi convidado para posar para uma foto e ver cada passo necessário para se sensibilizar a placa de vidro, expor, revelar e fixar a imagem.

O dia de sol e calor ficou frio e uma super neblina tomou conta da cidade. Estávamos com uma iluminação artificial elétrica “engatada” para se ficasse muito escuro para se fotografar. Mas acabamos encarando a neblina e alongando um pouco o tempo de exposição para até 12 segundos. O resultado dá pra ver nos ambrótipos feitos.

(clique para ampliar)

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A seguir, estão todos os ambrótipos feitos dos grupos nos dois dias. Não estão na ordem feita pois embaralhamos tudo… (maus aí).

(clique para ampliar)

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No segundo dia, domingo, acordamos cedo novamente para explorar fotograficamente a área dos trilhos onde fica a passarela de entrada (a pé) da parte baixa da vila. Depois, levamos a colódio-bike até a lateral do mercado para fazer mais algumas imagens.

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Ambrótipo, 12x16,5cm. Julho de 2015. Mauricio Sapata.
Ambrótipo, 12×16,5cm. Julho de 2015. Mauricio Sapata.
Negativo de colódio, 12x16,5cm. Julho de 2015. Roger Sassaki.
Negativo de colódio, 12×16,5cm. Julho de 2015. Roger Sassaki.
Inversão digital.
Inversão digital.
Calótipo Seco, 10x12cm. Julho de 2015. Lucio Libanori.
Calótipo Seco, 10x12cm. Julho de 2015. Lucio Libanori.
Inversão digital.
Inversão digital.
Ambrótipo, 12x16,5cm. Julho de 2015. Roger Sassaki.
Ambrótipo, 12×16,5cm. Julho de 2015. Roger Sassaki.

E dessa aventura ficou uma vontade de voltar para lá e fotografar muito mais! Quem sabe até fazer uma semana de imersão por lá com oficinas de ambrotipo e calótipo? Tenho vontade!

Abraços

Roger H. Sassaki

Colódio Bike no Sesc Pompeia!

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Este ano de 2014 fecha da melhor forma possível com esses dois dias de atividade fotográfica no Sesc Pompeia!

Nos dias 6 e 7/12 fomos convidados para estacionar nossa colódio-bike, o laboratório móvel de placa úmida, na área da convivência desta linda unidade do Sesc em SP. Foram duas tardes inteiras de demonstrações ao vivo do processo de fotografia em placa úmida de colódio, mais especificamente de ambrótipos. Ficamos imensamente agradecidos ao pessoal das oficinas do Sesc Pompeia por propor a ideia e propiciar esta atividade aberta e gratuita para todos.

Fizemos várias mini demonstrações de 40 minutos aproximadamente em que o público presente era convidado a participar da produção de um autêntico ambrótipo. Permeado por um pouco de história da fotografia e aspectos técnicos e de linguagem, o público pode ver um passo a passo do processo e se ver retratado no vidro.

Junto a esta empreitada, estavam a Anna Silveira e o Fernando Fortes que também fizeram a documentação fotográfica a seguir. 🙂

Muito obrigado ao público presente por ter cedido seu tempo e atenção para nossa atividade, contribuindo para as imagens e com ótimas perguntas.

Grande abraço!

Roger H. Sassaki

Fotografias!

Seguem os escaneamentos dos ambrótipos feitos. Depois duas galerias de fotos das atividades, uma de cada dia.

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Galeria do dia 6/12

Galeria do dia 7/12

Canal Arte 1 faz matéria sobre os Ambrótipos

O canal brasileiro Arte 1 fez uma matéria sobre meu trabalho com ambrótipos e passeou comigo para registrar o uso da colódio-bike pelo centro de SP.

O resultado está aí. A matéria foi ao ar em 1/10/2014 no programa Em Movimento.

Obrigado a Livia Sousa e Maria Inês pela matéria e ao Fernando Fortes pela assistência no dia.

Abraços,
Roger Sassaki

Ambrótipos na Virada Cultural 2014 do Sesc Belenzinho

Painel feito de ambrótipos "meia placa"
Painel feito de ambrótipos “meia placa”

Com muita alegria participamos de nossa primeira Virada Cultural! Foi no Sesc Belenzinho, na praça numa tarde de domingo, Anna Silveira, Fernando Fortes e eu. A proposta foi fazer ao vivo uma obra que consiste em 16 retratos em ambrótipo, que mostre um pouco os frequentadores do evento. Como vê na foto acima, fizemos 12. Mas já explico!

A preparação para uma atividade dessa é bem trabalhosa, arrumar os químicos, cortar e limpar vidros, checar uma infinidade de equipamentos e frascos e coisas! A ansiedade foi também por conta do ritmo que nos comprometemos a produzir as fotos. Quatro retratos por hora, ou seja, um a cada 15 minutos. Parece muito pouco para os padrões atuais, mas para placa úmida, é bem apertado.

A sequência toda era sentar a pessoa na cadeira de pose e arrumar o enquadramento. Depois, pegar uma placa limpa de vidro e aplicar o colódio. A placa vai para os 3 minutos dentro do banho de prata e depois é colocada no chassi da câmera. Aí conferimos a pose do retratado e o foco. A objetiva é tampada, o vidro despolido aberto e o chassi encaixado. A exposição foi de 5 segundos para todas as fotos. O chassi era levado imediatamente para a caixa de revelação (montada na bicicleta!), revelada por 15 segundos e enxaguada por alguns segundos em agua limpa. Nesse ponto a placa pode ser exposta a luz e era colocada no tanque de fixador.

Isso tudo levava um quase 15 minutos e eu já limpava a caixa de revelação para a próxima foto. A Anna Silveira já estava arrumando o próximo retratado. A partir do tanque de fixação, era o Fernando Fortes que tocava o processso. Algumas lavagens de agua limpa e a secagem acelerada com um secador de cabelos. A foto seca foi protegida com mais um vidro no lado que fica a prata. A imagem era colocada na estante junto com as demais prontas do painel.

Maravilhoso como tivemos muitos voluntários para os retratos e como havia gente interessada no assunto. Pessoas mais velhas, estudantes jovens e crianças. Muitos amigos foram lá prestigiar também, o que foi ótimo e só contribuiu para o clima bom.

A única pena foi que faltando uma hora para o final de nossa apresentação, o tempo virou e uma tempestade se armou. Perdemos quatro pontos de luz em menos de 10 minutos e ficou impraticável fotografar em nosso estúdio de luz natural. De repente, uma tempestade de granizo e vento nos forçou a abandonar a tenda! Agarramos as câmeras e alguns ambrótipos e saímos correndo para a parte coberta. Muita coisa ficou para trás na chuva.

O saldo final foi muito equipamento molhado, que conseguimos secar nos dias seguintes, e nossas fotos feitas no dia danificadas. A agua entrou por entre os vidros e danificou um pouco a camada desprotegida do colódio (por questão de tempo, as imagens não estavam sendo envernizadas no dia). Perdemos totalmente um retrato e outros tiveram danos menores. Mas todos tinham agua dentro!

Nossa estratégia foi o Fernando digitalizar as imagens antes de tentarmos mexer nelas. Agora, estamos tentando seca-las lentamente num desumidificador para papéis. Veremos.

De qualquer forma, foi um experiência ótima e esperamos poder repeti-la em breve! Obrigado a Christine, do SESC Belenzinho, pelo convite.

Abraços,

Roger H. Sassaki

Retratos

Aqui estão os retratos feitos, com a adição do “primeiro teste” com a Anna Silveira, porque ficou bem bom! São todos ambrótipos “meia placa”, 12×16,5cm. Os retratos foram feitos com luz natural com lente 210mm em f/4.5 por 5 segundos.
É possivel ver a marca da água presa entre os vidros em algumas imagens.

Fotos do dia

Fotos por Anna Silveira

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Fotografia em Colódio em campo: Paraty!

Casarão na Praça da Matriz de Paraty. Ambrótipo 12x16,5cm de Roger Sassaki. 09/2013
Casarão na Praça da Matriz de Paraty. Ambrótipo 12×16,5cm de Roger Sassaki. 09/2013

“It´s Alive!” – Dr. Frankenstein

Nem sei se é isso mesmo que ele diz no romance quando monstro se levanta finalmente. Mas foi bem a nossa sensação quando percebemos que estávamos conseguindo fotografar em placa úmida de colódio fora de nosso lab na Casa Ranzini, mais exatamente nas ruas de Paraty!

O desafio de fotografar nas ruas do centro histórico durante o Paraty em Foco de 2013 já havia sido lançado em nossas conversas defumadas em produtos químicos já desde o começo do ano, e se reforçou com nossos primeiros passos de sucesso. Só que coisa vai e coisa vem, o tempo passa, o cronograma sofre e a coisa já tava sendo boicotada pela falta de menção. Mas no começo de agosto, impulsionados por consumo excessivo de café, nos animamos e num discurso digno de combate final de filme americano, renovamos o desafio e partimos pro “tá com medo, por que veio?”. Lá partimos Suzana, Fernando e eu.

A empreitada precisava de duas resoluções:
– Como montar e o que levar para um laboratório móvel
– Como entregar o ambrótipo para o cliente.

Para a montagem dos ambrótipos, conseguimos desenvolver um ótimo estojo em conjunto com a Molducenter. Já tem um post anterior contando tudo!

Nosso primeiro teste real para um lab móvel de colódio foi feito no começo de setembro de 2013 em Nazaré, que contamos em um outro post anterior. Em princípio, íamos apenas reproduzir o mesmo “setup” de materiais da viagem à Nazaré. Mas tínhamos que aperfeiçoar o método de lavagem final das placas e transporte delas de volta a base de operações, neste caso de Paraty, a pousada.

O Lab móvel menor que levamos para Paraty. Ao redor as outras tranqueiras necessárias.
O Lab móvel menor que levamos para Paraty. Ao redor as outras tranqueiras necessárias.

O maior problema mesmo foi que durante os dias finais antes da viagem, percebemos que nossos equipamentos não iam caber no carro, que agora era apenas um, com três pessoas e mais malas de roupa. Eita. Dá lhe reduzir embalagens, malas e nossa “caixa de papelão”. Ela passou de uma “suíte com varanda” para uma “caixa de sapato”, quase.

Para carregar as placas de vidro 4×5″ para o campo, fizemos um porta-placa com uma caixa de sorvete e espirais de plástico. Barato e funcional!

Porta placas de vidro 4x5" feito a partir de caixa de sorvete e espirais de encadernação
Porta placas de vidro 4×5″ feito a partir de caixa de sorvete e espirais de encadernação

A experiência em campo é totalmente diferente da pratica em um laboratório fixo. Fora ter que carregar tudo e ter que trabalhar em uma caixa ao invés de uma sala, a temperatura e umidade oscilam bem mais trazendo problemas para os químicos. Tem também vento e poeira!

Realmente tivemos vários problemas em nossa aventura por Paraty, principalmente nas horas quentes do dia. O colódio secava muito rápido e o revelador ficou mais ativo. Conseguimos controlar a temperatura do revelador colocando-o numa maleta térmica com um pouco de gelo. Ao colódio, adicionamos mais éter e álcool, o que ajudou mas não resolveu totalmente. Apanhamos bastante.

A recompensa pelo trabalho adicional do lab móvel é poder fotografar em campo e fazer retratos de pessoas pelas ruas. Históricamente, foi a placa úmida que popularizou o fotógrafo itinerante, embora alguns calotipistas já tivessem tido bons resultados anteriormente. Mas, por incrível que pareça, o colódio úmido era mais fácil do que o calótipo úmido.

Seguem algumas imagens feitas durante nossa estadia em Paraty em Setembro de 2013. Clique nelas para vê-las maior.

Ambrótipo da Igreja Sta Rita

Ambrótipo da Igreja Sta. Rita

Dois ferrótipos feitos próximos a igreja Santa Rita. De Fernando Fortes.

Praça da Matriz

Praça da Matriz

Retrato em ambrótipo

Ambrótipo de Thyago Nogueira

Retrato em ambrótipo

Retrato em ambrótipo

Retrato em ambrótipo

E agora a galeria das imagens de nós fazendo o processo! Clique nas imagens para vê-las maior.

Carro lotado com as coisas para o lab móvel.

De manhã em Sta. Rita. Equipamento todo amarrado.

Processando placas já de manhãzinha.

primeiras imagens no fixador.

Um ferrótipo sendo lavado.

Ambrótipo gigante feito no trailer do Cidade Invertida com Ricardo Hantzchel. Infleizmente ele não sobreviveu a lavagem e secagem, mas despertou a vontade de partir para os formatos enormes!

Ricardo Hantzchel inspecionando o super ambrótipo.

A Suzana foi a assistente do grupo. Ajuda essencial! Ao fundo, o Cidade Invertida.

Fernando Fortes explica o processo para interessados.

Alguns ambrótipos a venda! Foto de João Paulo Soares

Fazendo um retrato na 4x5". Foto de João Paulo Soares

Imagem sendo fixada!

A bagunça no centro histórico de Paraty

Estado do lab móvel no final do dia. A caixa preta é onde está o banho de prata.

Estante com vários ambrótipos feitos durante a viagem.

Lavadora de placas! Montada por Fernando Fortes, é acoplada a pia do hotel.

Para nossa boa surpresa, tivemos alguma publicidade espontânea, uma matéria nos colocando como destaque das atividades paralelas (Resumo: Paraty em Foco 2013) e também alguns segundos na matéria da TV Cultura sobre o festival, dá uma olhada lá no minuto 2:35 do video:

Segunda incursão: Festival de música Paraty Latino 2013

E não é que eu acabei voltando duas semanas depois para Paraty para o cobrir o festival de música latina organizado pelo Bourbon Street Music Club (SP)!

Tradicionalmente eu cubro os festivais do Bourbon com equipamento digital, mas resolvi tentar “ambrotipar” novamente nas pequenas oportunidades. Uma aquisição importante para esta viagem foi um tanque vertical para o banho de prata. Além de ocupar menos espaço, ele é vedado e pode ser transportado com a prata dentro, agilizando a montagem e desmontagem do lab móvel. Uhú! Desta vez sem a participação do Fernando Fortes e da Suzana, estava sozinho e tive que reduzir ainda mais o equipamento, optando por levar apenas material para fotografar em 4×5″ (10×12,7cm). Consegui reduzir tudo para:

  • uma maleta dupla de plástico, que serviu também como quarto escuro.
  • uma sacola com o pano opaco e a câmera 4×5″
  • tripé
  • Mala de apoio com material que ficou no quarto de hotel

Consegui fotografar um pouco até o começo da tarde quando começavam os shows. No palco da tarde, tentei com algum sucesso fazer retratos dos músicos no backstage e também no palco. Grande experimentação!

Uma decoberta boa durante as fotos que fiz nas margens do canal, logo no começo, foi que grande parte do problema que eu estava tendo com as placas de colódio secarem muito rápido tinha mais a ver com o vento do que com a temperatura, a qual eu culpei na primeira viagem. Aplicar o colódio protegido pelo pano opaco complicou um pouco o procedimento mas, protegidas do vento, as placas ficaram muito melhores!

Seguem algumas das imagens feitas durante a segunda viagem a Paraty. Clique nas imagens para vê-las maior.

Equipamento montado em Paraty

Ambrótipo 10x12,7cm.

Equipamento mmontado no backstage do palco Sta. Rita

Retrato do grupo "La Solea". Ambrótipo.

Yamandu Costa. Ambrótipo 4x5". Talvez a primeira foto de show em ambrótipo do século? ;)

Colega fotógrafo Pedro Guida. Ambrótipo 4x5"

Renata Bombardi. Ambrótipo 4x5".

Daniella Cury. Ambrótipo 4x5"

Primeiro teste. Ambrótipo 4x5".

Banda em Busker. Ambrótipo 4x5"

Publico do palco Sta. Rita. Ambrótipo 4x5".

Colegas da equipe da produção do festival. O pessoal dá duro! Ambrótipo 4x5"

Colegas de equipe. Ambrótipo 4x5".

Foram duas grandes aventuras que só deu mais vontade de sair viajando e fotografando em placa úmida de colódio! Qual será o próximo destino?!

Grande abraço,

Roger Sassaki

Lá fora, no campo: ambrótipos em Nazaré Paulista

Nazaré Paulista SP. Ambrótipo 12x16,5cm

Dia: 8 de setembro de 2013

Fizemos! Finalmente, nossa primeira saída à campo para fazer fotografia em placa úmida de colódio. Depois de um rápido ensaio no quintal da Casa Ranzini, resolvemos arriscar mais e viajar para Nazaré Paulista, 70km da capital. Longe assim, não tinha como dar um pulo no laboratório pra pegar algo esquecido.

Retrato de Marcus Sparling sentado na Photographic Van de Roger Fenton. A carroça carregava todo o equipamento de Fenton e servia como laboratório fotográfico – 1855. (Roger Fenton/The Library of Congress)
Retrato de Marcus Sparling sentado na Photographic Van de Roger Fenton. A carroça carregava todo o equipamento de Fenton e servia como laboratório fotográfico – 1855. (Roger Fenton/The Library of Congress)

Preparando as coisas para a viagem, ainda no conforto de ter dois porta-malas inteiros à disposição, deu pra ter uma leve idéia do esforço que era uma viagem fotográfica no século 19. Ah, meu xará Roger Fenton sofreu! Nossa estrutura de equipamentos era mais ou menos essa:

  • caixa de papelão, estante de teclado, pano preto – nosso Lab móvel.
  • Bandejas diversas
  • químicos diversos
  • duas caixas de vidros limpos (para fazer as fotos)
  • 10lt de água deionizada (mas não usamos nem metade)
  • 5lt de água limpa
  • galão vazio para coleta de água usada
  • variedade de pequenos instrumentos e vidrarias de laboratório
  • uma câmera 4×5″ e uma câmera 12×16,5cm
  • dois tripés

Nosso time “expedicionário” foi um bom grupo de amigos amantes de fotografia dispostos a passar um domingo ensolarado na mais anti-conforto-tecnológico das missões. É tão estranho explicar o que se faz que o melhor é só falar “Quer ou não quer? Se eu tiver que te convencer, você não é a pessoa certa”. 😉 O importante também é limpar a agenda do dia, nada de horário para voltar. Sim, demora.

Não sei se diz algo da nossa personalidade, mas ao chegar à cidade, fomos direto ao cemitério fazer nossa primeira sessão. Era um dia sem velório, os mortos tomavam sol no pátio, devidamente enterrados. Tudo certo! Montamos nossa “caixa de papelão”, doravante chamada de lab móvel, na sombra da capela. Espalhamos a baderda em volta e tentamos explicar ao cuidador do cemitério porque “cargas d’água” tínhamos vindo da capital só pra fazer aquilo. Que bom que ele foi muito simpático e disse pra ficarmos à vontade. Mais ainda?

Fora de nosso lab na Casa Ranzini, coisas novas aconteceram no processo. A mais significativa foi que o colódio secava muito rápido, estando nós à céu aberto. Ao derramar a solução na placa de vidro, o lado que recebia o colódio primeiro já secava antes de acabar de cobrir o resto da placa, causando manchas na sensibilização. A solução foi adicionar mais álcool para retardar a secagem.

Outro problema foi a lavagem final das placas. Sem água corrente fica difícil. Danificamos algumas placas nesse processo. A idéia original era embeber as placas em uma solução de glicerina e água (1:1) que manteria o colódio úmido até a volta ao lab para serem devidamente lavadas. Mas pensamos mal no acondicionamento e não deu muito certo. Já estamos fazendo uma caixa melhor para isso.

Depois de um bom almoço no “Sinhá Gourmet” fomos para a praça da igreja fazer as derradeiras imagens antes da volta para a capital. Já estávamos bons na montagem e desmontagem do lab móvel. Mais alguns ajustes nas malas e necessidades e estaremos prontos para grandes desafios. Aliás, o plano é no próximo “Paraty em Foco” (18 a 22/9) nós irmos fazer ambrótipos pela cidade. Vai ser muito legal. Quem se habilita a ir nos visitar pelas ruas do centro histórico?

Grande agradecimento aos participantes dessa saída, que encararam tudo com muito bom humor: Marcela Porcelli e Waldir Salvadore, Luiz Marinho, Fernando Fortes, Suzana Oguro e seu irmão Paulo. Obrigado ao Luiz por fazer e ceder as imagens do “making of”.

O time dos ambrótipos (esq-dir): Marcela Porcelli, Waldir Salvadore, Roger Sassaki, Fernando Fortes, Suzana Oguro, Paulo, Luiz Marinho. 8/09/2013. De Luiz Marinho.
O time dos ambrótipos (esq-dir): Marcela Porcelli, Waldir Salvadore, Roger Sassaki, Fernando Fortes, Suzana Oguro, Paulo, Luiz Marinho. 8/09/2013. De Luiz Marinho.

Ambrótipos feitos em Nazaré

A maioria das imagens foram feitas com a participação de mais do que uma pessoa, todas ajudavam de alguma forma em algum passo do projeto.

Nazaré Paulista SP. Ambrótipo 12x16,5cm.
Nazaré Paulista SP. Ambrótipo 12×16,5cm.
Cemitério. Nazaré Paulista SP. Ambrótipo 12x16,5cm.
Cemitério. Nazaré Paulista SP. Ambrótipo 12×16,5cm.
Cemitério. Nazaré Paulista SP. Ambrótipo 12x16,5cm.
Cemitério. Nazaré Paulista SP. Ambrótipo 12×16,5cm.
Suzana. Nazaré Paulista SP. Ambrótipo 12x16,5cm.
Suzana. Nazaré Paulista SP. Ambrótipo 12×16,5cm.
Luiz Marinho. Nazaré Paulista SP. Ambrótipo 12x16,5cm.
Luiz Marinho. Nazaré Paulista SP. Ambrótipo 12×16,5cm.
Nazaré Paulista SP. Ambrótipo 12x16,5cm.
Nazaré Paulista SP. Ambrótipo 12×16,5cm.
Nazaré Paulista SP. Ambrótipo 12x16,5cm.
Nazaré Paulista SP. Ambrótipo 12×16,5cm.

A empreitada

Imagens de Luiz Marinho. Clique para vê-las maior.

Uma parte das ferramentas
Uma parte das ferramentas
Químicos
Químicos
O lab móvel
O lab móvel
A baderna em volta
A baderna em volta
Limpando o vidro
Limpando o vidro
Colocando o colódio
Colocando o colódio
Retirando o excesso  de colódio
Retirando o excesso de colódio
A câmera!
A câmera!
Ajustando a câmera
Ajustando a câmera
Escolhendo a vista
Escolhendo a vista
Fazendo a pose 😉
Fixando a placa
Fixando a placa
Placa no fixador
Placa no fixador
Ambrótipos feitos secando
Ambrótipos feitos secando

Participe do Dia Mundial da Fotografia de Orifício “Pinhole” 2013!

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Data: 28 de abril, domingo
Horário: das 10h00 às 17h00
Local: Casa Ranzini | R. Santa Luzia, 31 | São Paulo – SP
Custo: R$ 40,00 — incluí papel fotográfico negativo (aprox. 12x9cm); estrutura para revelação; escaneamento de 1 imagem; auxílio para construção de câmera em lata*

* Veja abaixo as condições para a construção da câmera

Quero Participar!

É neste dia 28 de abril!

Nós do Imagineiro queremos que você participe do Dia Mundial da Fotografia Pinhole.

Para quem não sabe, a fotografia em câmera de orifício (pinhole é “buraco de agulha” em inglês) é uma das formas mais simples de se obter uma imagem. Esta simplicidade do processo abre as portas para a criatividade pessoal com uma visualidade particular. Viciante!

O “Dia Mundial da Fotografia Pinhole” é um evento de participação espontânea para todos os interessados do mundo. A idéia é que todos fotografem no mesmo dia e mostrem suas imagens em sites sociais divulgando ainda mais esta linguagem.

Você pode ver mais informações no site oficial do evento: http://www.pinholeday.org/

Importante: A participação neste evento mundial é gratuíta. O Imagineiro não está cobrando inscrição para você participar do evento!

Imagem da Praça João Mendes e Catedral da Sé feita em câmera de orifício. Foto de Roger Sassaki.
Imagem da Praça João Mendes e Catedral da Sé feita em câmera de orifício. Foto de Roger Sassaki.

Para quem não tem uma câmera de orifício ou não tem os materiais necessários como papel fotográfico e químicos para revelação, nós do Imagineiro estamos colocando nossa infra-estrutura a sua disposição e cobrando o custo desta operação.

Nós forneceremos o papel fotográfico usado para fazer as fotos e também toda a estrutura de laboratório químico para você mesmo revelar a sua imagem. Uma ótima oportunidade para você conhecer um laboratório fotográfico a moda antiga! Temos até diversas câmeras prontas para você usar.

Estamos super perto da Praça da Sé. Significa que você poderá fazer lindas fotos do centro de SP!

Catedral da Sé feita em camera de orifício e filme cor 35mm. Foto de Roger Sassaki.
Catedral da Sé feita em camera de orifício e filme cor 35mm. Foto de Roger Sassaki.

Depois de feita a sua super foto, nós escanearemos uma delas e você terá a opção de tê-la, com os devidos créditos, publicada na nossa página no Facebook e também aqui no site.

Construíndo a camera

Quem quiser fazer sua própria câmera de orifício, nós ajudaremos. É preciso que você traga uma lata vazia, tipo de leite em pó de 400g. É importante que a lata seja realmente de metal e, de preferência, com tampa de metal também.

O resto fazemos no dia. Quem for construir a própria câmera, sugerimos que vá no começo do dia, as 10h.

Para participar

Foto de orifício feita no Viaduto do Chá em SP. Foto de Roger Sassaki.
Foto de orifício feita no Viaduto do Chá em SP. Foto de Roger Sassaki.

Não é necessário pré-inscrição para participar. É só ler atentamente as condições acima e aparecer lá no dia, cheio de idéias para fotografar! O pagamento do custo de R$40 é feito na hora em dinheiro.

Como nós realmente queremos que você vá com seus amigos, nós daremos um desconto para cada “dupla”, que pagará R$70,00 (ao invés de R$80,00). Neste caso, é necessário que você se inscreva antes, indicando os dados de ambas as pessoas.

Ex-alunos de qualquer curso dado na Casa Ranzini também tem desconto! Se este for o seu caso, você só paga R$30,00! Pedimos que preencha o formulário abaixo com seus dados e o nome e data do curso que participou.

Importante: Venha com uma roupa que possa manchar. Não é provável mas é possível que possa acontecer. Seguindo a “boa conduta” de um laboratório químico, pedimos que venha de calça e sapato fechado.

Qualquer outra dúvida, ou apenas para entrar em nossa newsletter e ficar sabendo das novidades, também pode usar o formulário abaixo.

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Câmera de orifício em caixa de fósforo com Carolina Mitsuka

Imagem feita em câmera de orifício em filme fotográfico. Autoria de Carolina Mitsuka.
Imagem feita em câmera de orifício em filme fotográfico. Autoria de Carolina Mitsuka.
Data: 14 e 21 de abril, domingo
Horário: das 09h00 às 17h00 (1 hora de almoço) no dia 14/04
das 09h00 às 13h00 no dia 21/04
Local: Casa Ranzini | R. Santa Luzia, 31 | São Paulo – SP
Custo: R$ 100,00 — material incluso

Quero me Inscrever!

INFORMAÇÕES: contato@imagineiro.com.br

Sobre o curso

Através de um exercício com câmeras pinholes feitas de latas ou caixas, os alunos se familiarizarão com a linguagem, para depois construir sua própria câmera de orifício feita com materiais do cotidiano – caixas de fósforo e fita isolante e o tradicional filme fotográfico 35mm – e o melhor: de baixo custo!
Venha exercer a imaginação, e sair dos padrões! Experimente um jeito diferente de fotografar e crie imagens únicas!

Vagas limitadas a 10 participantes.

Observação: Cada aluno receberá um filme 35mm colorido de 36 poses para fazer a atividade. O custo e a responsabilidade da revelação e ampliação deste filme será de cada aluno. Serão dadas referências de locais para se fazer este serviço.

Sobre a docente

Carolina Mitsuka é fotógrafa, formada em Fotografia pelo Senac e realiza, em seu mais recente trabalho autoral, imagens obtidas a partir de câmeras pinhole.

Formulário de Inscrição

Este curso já está encerrado. Se quiser, pode preencher este formulário pedindo informações sobre a próxima edição.

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