Explorações Visuais em Ambrotipia – com Roger H. Sassaki

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Data 18 a 21 de janeiro de 2018
Horário das 9h às 17 (1 hora de almoço)
Local Casa Ranzini
R. Santa Luzia, 31. São Paulo-SP
Custo R$1.500,00 (Material incluso)
ou 2x R$800,00
Vagas: 4 alunos

Quero me Inscrever!

Fotografia em Placa Úmida

Durante 4 dias, os participantes serão instigados a explorar as possibilidades visuais da fotografia em placa úmida de colódio. Aprenderão a preparar as próprias placas e passarão grande parte do tempo produzindo suas próprias imagens em positivos de vidro, os ambrótipos. Uma atividade voltada a interessados em investigar a linguagem deste processo fotográfico do século 19.

Sobre a atividade

A atividade é pensada de forma a dar mais tempo e ênfase para a produção de imagens pelos alunos e a discussão das obras e impressões pessoais. Serão 4 dias inteiros de atividade contínua que permitirão aos participantes se desenvolverem sem interrupções.
Os alunos passarão pelas etapas básicas necessárias para a produção das imagens como: corte e preparação das placas de vidro, sensibilização da placa, exposição, revelação, pós processamento e guarda. Serão utilizadas câmeras de grande formato 4×5” (10x12cm), porém não é necessária experiência com o equipamento.
A técnica da placa úmida de colódio é um processo inventado em 1851 por F.S. Archer e foi o processo reinante por quase 30 anos. O Ambrótipo é uma imagem negativa de prata sobre vidro que quando colocada sobre um fundo escuro se torna positiva. É um exemplar único, sem cópias idênticas.

Audiência

Limitado a 4 participantes, esta oficina de quatro dias é de interesse para fotógrafos amadores e profissionais, autorais ou comerciais, educadores, historiadores e quaisquer pessoas interessadas em processos fotográficos históricos que queiram entender e experimentar este processo histórico pouco explorado no Brasil e produzir fotografias com características próprias das imagens do século 19, mas podendo reinventar a linguagem em uma abordagem moderna. Mesmo fotógrafos experientes encontrão na disciplina necessária, uma reexperimentação da visualização de temas como retratos e paisagens.

Não é necessário experiência.

Custo e Inscrição

A reserva da vaga é feita pelo pagamento do valor da inscrição. Entre em contato para saber das formas de pagamento.
Inscrição e material: R$ 1.500,00; ou 2 parcelas de R$800,00

Cancelamento

Desistência da oficina com 15 dias de antecedência terá reembolso do valor da inscrição menos uma taxa de R$200,00. Não haverá reembolsos para desistências a menos de 15 dias do início da oficina. Em caso de cancelamento da oficina por parte da organização, haverá apenas o reembolso integral do valor pago. A organização poderá fazer e usar fotos e vídeos dos participantes para uso educacional e promocional.

Formulário de Inscrição

Condições: O pagamento deverá ser feito com antecedência por depósito bancário. As informações serão enviadas para o email fornecido por você no formulário abaixo. O preenchimento do formulário abaixo NÃO garante a participação na oficina. A sua reserva será confirmada por email posteriormente.

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Observações ou dúvidas

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Monóculos fotográficos com filme Preto e Branco
– Com Roger H. Sassaki

Dias 25/11 e 2/12 de 2017

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Você tem uma câmera de meio-quadro como a Olympus Pen encostada? Vamos fazer monóculos com filme Preto e Branco!

Quem já passou dos 35 anos de idade é bem capaz de ainda ter alguma foto de infância bem encaixadinha dentro de um pequeno monóculo de plástico. Muito populares até os anos 70, traziam uma experiência intimista de rever uma memória pessoal. Sua caixinha de plástico acabou sendo a grande responsável pela conservação das fotografias por décadas seguintes, protegendo-as em seu interior. Com o declínio da fotografia analógica e dos filmes “cromos” necessários, os monóculos se tornaram raros e pouquíssimo produzidos. São sem dúvida ainda guardados com grande carinho por muitas famílias brasileiras.

Data: 25/11 e 2/12 de 2017
Horário: das 10h as 17h (intervalo de 1h para almoço)
Local: Casa Ranzini | R. Santa Luzia, 31 | São Paulo – SP
Custo: R$400,00 à vista ou 2x R$200,00
Material incluso
Vagas: 8 alunos

Quero me Inscrever!

INFORMAÇÕES: contato@imagineiro.com.br

Sobre a Oficina

Nesta oficina você aprenderá a fazer uma “Revelação de Inversão” em um filme analógico Preto e Branco Ilford HP5+ que o tornará um slide positivo, ou seja uma imagem possível de ser vista em projetores de slides ou monóculos. Foi uma técnica muito popular numa época antes dos datashows digitais, em que era necessário reproduzir materiais impressos para serem projetados na parede por meio de slides quando não era preciso uma imagem colorida.
Essas transparências monocromáticas feitas por revelação de inversão funcionam muito bem nos pequenos monóculos e são uma ótima alternativa para substituir os caros filmes diapositivos coloridos com processamento e químicos de difícil acesso.
A atividade apresentará a lógica do processo e os passos necessários para o processamento completo do filme. Trabalharemos exclusivamente com o filme Ilford HP5+ mas você poderá depois ajustar o processo para outros filmes Preto e Branco.
Importante frisar que para fazer imagens para os monóculos, é necessário o uso de câmeras analógicas de meio-quadro como as Olympus Pen por exemplo. É possível utilizar câmeras analógicas 35mm de quadro inteiro também, porém o fotograma resultante não caberá num monóculo mas poderá ser usado em projetores de slide. Você deverá trazer a sua câmera! Se não possuir uma câmera fotográfica, informe-se antes conosco sobre a possibilidade de emprestimo de uma para a atividade.
(nota: é possível encontrar algumas Olympus Pen usadas por menos de R$100,00 no Mercado Livre)

Esta oficina não é uma aula de como se fotografar com câmeras analógicas manuais. Também não aborda todos os aspectos da revelação manual. É esperado que o aluno tenha experiência com os procedimentos comuns da revelação de filme preto e branco. Caso não tenha, alguns passos podem ser feitos pelo professor para melhor andamento da atividade.

Cada aluno receberá um rolo de filme 35mm Ilford HP5+ de 36 exposições e 25 monóculos. Se o aluno desejar, pode utilizar uma câmera 35mm de quadro inteiro para ter slides para projeção. Todos os químicos utilizados na oficina já estão inclusos no custo.

Sobre as aulas

O primeiro dia de curso será para a preparação do revelador caseiro (paRodinal) e saída fotográfica.

No segundo dia iremos fazer as revelações dos filmes e montagem dos monóculos.

Audiência

Limitado a 8 participantes, esta oficina é voltada para fotógrafos amadores e profissionais interessados em aprender transformar filme negativo preto e branco em filme positivo para ser visualizado em projetor de slides ou monóculos de meio-quadro. É desejável experiência básica em processamento químico de filme 35mm. Pessoas sem este conhecimento podem participar porém alguns passos serão feitos pelo instrutor e pode não ter um entendimento completo da teoria do processo.

Materiais

Está incluído no custo da oficina:
– 1 rolo de filme Ilford HP5+ 35mm de 36 poses
– 25 monóculos plásticos para meio-quadro
– Materiais de uso em aula como químicos, tanques e outros acessórios
O aluno deverá trazer sua própria câmera fotográfica de meio-quadro. Se tiver dúvida sobre quais modelos são adequados, entre em contato.

Custo e Inscrição

A reserva da vaga é feita pelo pagamento do valor da inscrição.
Inscrição e material: R$ 400,00

Cancelamento

Desistência da oficina com 30 dias de antecedência terá reembolso do valor da inscrição menos uma taxa de R$50,00. Não haverá reembolsos para desistências a menos de 5 dias do início da oficina. Em caso de cancelamento da oficina por parte da organização, haverá apenas o reembolso integral do valor pago. A organização poderá fazer e usar fotos e vídeos dos participantes para uso educacional e promocional.

Formulário de Inscrição

Condições: O pagamento deverá ser feito com antecedência por depósito bancário. As informações serão enviadas para o email fornecido por você no formulário abaixo. O preenchimento do formulário abaixo NÃO garante a participação na oficina. A sua reserva será confirmada por email posteriormente.

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Sacos opacos para Placa Seca

O projeto aqui é para fazer sacos opacos à luz para guardar placas secas de gelatina que ainda estão fotossensíveis. Ou seja, que estão virgens ou expostas mas ainda não reveladas. As medidas são para guarda de até 10 placas do tamanho 4×5″ (12,2×13,7cm). Talvez até caibam mais placas, mas pode ficar difícil de manuseá-las no seu interior.

Materiais:

– Nylon Emborrachado preto 34x80cm
– Cola Vinil Fortik 75g (bisnaga)
– Régua, esquadro, tesoura, estilete, lápis 6B e superfície para corte.
Opcionais:
– Nylon Emborrachado vermelho 14x9cm e 14x12cm
– Caixa container San Remo ref.940

O nylon emborrachado preto é geralmente usado para fazer “capa de chuva”. Ele não é totalmente opaco à luz com uma camada só Vamos então usá-lo com uma camada dupla. O vermelho é apenas para fazer a etiqueta de identificação e é opcional. Em São Paulo, eu encontro o nylon na Magma Textil: Av. Rangel pestana, 1249. Brás.

Utilizo a Cola Vinil pois sou péssimo para costurar. A cola permite que eu trabalhe como se estivesse apenas colando papel. Tem a vantagem de não fazer furos de agulha. Ela é como uma cola de contato, mas eu utilizo passando e já juntando as partes direto, sem esperar a pré-secagem. Tem só que segurar as partes juntas e sobre pressão até fixar, o que é rápido. Eu utilizo uma dobradeira (tipo uma espátula) plástica de mão para espalhar a cola após juntas as partes. A cola tem um cheiro forte, use-a em local ventilado e evite respirá-la. Apesar de ela firmar apenas com alguns minutos, a firmeza total leva 24h. Eu encontro essa cola na loja Takara (mas o preço é bom!): Av. Rangel Pestana, 1743 – Brás.

Procedimento

1. Meça o tamanho 34x80cm no lado emborrachado do nylon com o lápis e corte. Dobre o nylon com o lado emborrachado para dentro de forma que fique um retângulo de 34x40cm

2. Com a dobra à direita, marque duas linhas paralelas à base com distâncias de 1cm e 2cm em relação a esta. Marque tbm uma linha à 1cm da dobra na faixa de baixo. Corte fora com o estilete ou tesoura esse pedaço de nylon à 1cm da base e da dobra.

3. Passe um pouco de cola entre as duas camadas ao longo da marca dos 2cm (da borda). Junte as duas camadas e passe a dobradeira (ou os dedos) por cima do nylon para espalhar e pressionar bem as duas parte. Aguarde 1 minuto (ou o suficiente pra colagem não soltar) e dobre o nylon em sua direção de modo que a margem superior fique alinhada a linha dos 2cm da base.

4. Na extremidade esquerda, risque com o lápis duas linhas paralelas à margem com 1cm e 4cm de distância em relação a esta. Corte o nylon ao longo da linha de 1cm deixando apenas a camada de baixo. Ou seja, corte as 3 camadas de cima e deixa a 4ª camada intacta.

5. De volta a extremidade de baixo, passe cola ao longo do nylon na região entre a marca de 2cm e a borda. Tente passar cola uniformemente sem exagerar para não vazar pelos lados ao dobrar. Agora, dobre toda essa “aba” de 2cm para cima, sobre o nylon que foi dobrado pra baixo no passo 3. A dobra é exatamente ao longo da marca dos 2cm. Aperte bem sobre a dobra para fixar bem as partes. Você deve ter agora um “tubo” de 40x16cm.

6. Gire a extremidade esquerda para baixo e veja que bem no canto direito, o finalzinho da dobra do passo anterior ficou sobre o espaço de 1cm. Retire esse excesso de nylon (2x1cm) com uma tesoura para deixar novamente a faixa de 1cm apenas com a camada de baixo.

7. Aplique cola ao longo de toda região entre a marca de 4cm e a borda do nylon. Dobre a borda inferior do nylon para cima, de forma que a borda alinhe com a marca de 4cm. Antes de fazer a colagem, é bom tirar o máximo de ar que estiver por dentro das camadas.

8. Você deve ter agora um saco de 16x38cm. Você pode arrumar alguma falha da colagem com um palito de dente para enfiar cola nas falhas. Também, se ficou muito ar preso entre as camadas, vai ficar dificil enrolar o saco depois. Você pode fazer uma pequena saida de ar fazendo um pequeno furo na entrada do saco, próximo a borda.

Procedimento para fazer as etiquetas

As etiquetas são opcionais e podem ser feitas de outro jeito de preferir. Eu preferi fazer em nylon vermelho pois chama a atenção para o escrito, dá contraste com escrito sob luz vermelha e dá pra usar a mesma cola (fora que eu tenho um monte de nylon vermelho sobrando). Também pensando que eventualmente a recarga do chassi pode ser feito às escuras, ou apenas com as mãos dentro de um saco preto, eu achei que tem que ter alguma diferenciação tátil. Assim, fiz versões com uma e duas pregas para diferenciar o saco das placas virgens e o das placas já expostas.

A visualização é mais confusa pq é dificil ver a marca de lápis sobre o vermelho. Assim, vou incluir um desenho esquemático em papel.

Para etiqueta de um vinco:
1. Corte um pedaço de nylon vermelho de 14x9cm. No lado emborrachado, trace com o lápis as linhas indicadas na foto. Utilize o desenho para entender melhor as medidas (trace linhas contínuas, não precisa ficar fazendo pontilhado). A letra “h” indica uma linha horizontal e “v” vertical. Os números são as medidas correspondentes em centímetros.

2. Com o lado emborrachado para cima, comece dobrando para dentro, a borda v0 alinhando à marca v2. Coloque um pouco de cola dentro da dobra para fixá-la. Faça o mesmo dobrando o lado v9 para dentro e alinhando à marca v7, cole.
Coloque um pouco de cola na região entre v4 e v6 e junte estas duas linhas dobrando sobre a marca v5 (no verso, a linha v5 irá encostar na v7).

Nesta foto o nylon está girado 180˚ em relação ao desenho, ou seja invertido direita-esquerda.

3. Ainda com o lado emborrachado para cima, alinhe a borda h0 na marca h2 e cole. Faça o mesmo alinhando a borda h14 à marca h12, cole. Pressione bem todas as colagens até a cola firmar. A etiqueta está pronta e deve ser vista pelo lado brilhante, não emborrachado.

Para etiqueta de dois vincos:
As marcações são mais numerosas mas seguem a mesma lógica, com um vinco a mais.

1. Corte um pedaço de nylon vermelho de 14x12cm. No lado emborrachado, trace com o lápis as linhas indicadas na foto. Utilize o desenho para entender melhor as medidas. A letra “h” indica uma linha horizontal e “v” vertical. Os números são as medidas correspondentes em centímetros.

2. Com o lado emborrachado para cima, comece dobrando para dentro, a borda v0 alinhando à marca v2. Coloque um pouco de cola dentro da dobra para fixá-la. Faça o mesmo dobrando o lado v12 para dentro e alinhando à marca v10, cole.

3. Coloque um pouco de cola na região entre v4 e v6 e junte estas duas linhas dobrando sobre a marca v5 (no verso, a linha v5 irá encostar na v7).

4. Coloque um pouco de cola na região entre v7 e v9 e junte estas duas linhas dobrando sobre a marca v8 (no verso, a linha v8 irá encostar na v10).

5. Ainda com o lado emborrachado para cima, alinhe a borda h0 na marca h2 e cole. Faça o mesmo alinhando a borda h14 à marca h12, cole. Pressione bem todas as colagens até a cola firmar. A etiqueta está pronta e deve ser vista pelo lado brilhante, não emborrachado.

Finalizando as etiquetas

Você agora pode escolher qual vai usar para as placas expostas e não-expostas. Com uma caneta preta de ponta grossa, escreva sobre a parte larga. Espalhe cola no lado emborrachado (até as bordas) e cole sobre o saco preto. Eu preferi colar no lado “limpo” do saco, sem as sobreposições das colagens. Centralizei e deixei a 3cm da boca do saco.

Utilizando os sacos opacos

Empilhe suas placas de vidro interfolhando-as, deixe as emulsões todas para cima. Qualquer papel de boa qualidade, fino e sem textura funciona. Eu corto pedaços de 21x13cm, dobro-os ao meio e guardo individualmente cada placa. É um ótimo lugar para fazer anotações sobre as capturas ou numerar cada placa.

Arranje um papel cartão grosso (uma sobra de passe-partout) do tamanho das placas (aprox. 10,5x13cm) e coloque sobre a placa superior. Deixe sempre esse cartão sobre a pilha de placas para proteger a emulsão. Enfie toda a pilha de placas e cartão dentro do saco (com o lado da etiqueta para cima) e enrole a sobra do saco para vedar à luz.

Eu descobri que tem uma caixa plástica da San Remo, dessas de guardar tranqueira, que encaixa perfeitamente os dois sacos com placas. O número de referência do produto do fabricante é 940.

Palestra: Brasil e a prática de processos históricos da fotografia – uma perspectiva.
Com Ricardo Mendes

Detalhe da obra Materia Prima de Simone Wicca. Foto de Ricardo Mendes.
Data 16 de setembro de 2017
Horário 10h30 (150 minutos de duração)
Local Casa Ranzini
R. Santa Luzia, 31. São Paulo-SP
Custo Você escolhe o preço

  • preço normal: R$20,00
  • apoie esta iniciativa com um pouco mais: R$ 30,00
  • se estiver “apertado”: R$ 10,00
  • alunos do Imagineiro em 2017 tem entrada gratuita
Vagas: 25 pessoas

Quero me Inscrever!

A palestra tem como objetivo apresentar os modos como a prática de processos históricos foi retomada no Brasil a partir da década de 1970. Busca-se entender o seu desenvolvimento por quase 3 gerações de praticantes, delineando contextos e linhas de atuação.
Será apresentado o amplo panorama sobre processos aplicados na captação e impressão de imagem, que têm origem nos primórdios da fotografia, e às vezes, a antecedem na forma como seria conhecida a partir de meados do século XIX.
A palestra abordará os principais grupos de praticantes no Brasil de técnicas diversas: (1) do pinhole aplicado de início no contexto de ensino, marca persistente no nosso contexto, (2) da recuperação de técnicas de daguerreotipia, ferrotipia e ambrotipia, e (3) de processos de impressão como cianotipia, carvão etc.

A palestra integra o projeto de ação Processos históricos e a arena contemporânea da fotografia que procura estabelecer maior centralidade para o debate sobre as práticas de processo não dominantes de captura e impressão de imagem no quadro da fotografia contemporânea. A ação visa a médio prazo aproximar agentes de ensino e praticantes desses processos a outros segmentos como os programas acadêmicos e as instituições de memória.

sobre o palestrante

Ricardo Mendes (1955) é pesquisador em história da fotografia. Atuou com pesquisador em fotografia no Centro Cultural São Paulo nas décadas de 1990 e 2000. Coordena o site de referência FotoPlus, dedicado à história da fotografia no Brasil, que abriga com destaque bases de dados sobre eventos e bibliografia. É autor de livros como Antologia Brasil, 1890-1930: pensamento crítico em fotografia (Prêmio Funarte Marc Ferrez de Fotografia, 2013) e Noticiário geral da photographia paulistana: 1839-1900, com Paulo Cezar Alves Goulart (CCSP/Imprensa Oficial, 2007) (Prêmio Jabuti 2007).

www.fotoplus.com

Formulário de Inscrição

A inscrição antecipada garantirá sua vaga e nos ajudará a planejar o dia. De qualquer forma, é possível ir no dia sem inscrição prévia, mas estará dependente de lugar vago.

Condições: O pagamento deverá ser feito com antecedência por depósito bancário. As informações serão enviadas para o email fornecido por você no formulário abaixo. O preenchimento do formulário abaixo NÃO garante a participação na oficina. A sua reserva será confirmada por email posteriormente.

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Por favor, indique uma opção:

preço normal: R$20,00apoie esta iniciativa com um pouco mais: R$30,00se estiver "apertado": R$10,00foi aluno do Imagineiro em 2017. Entrada gratuita

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Oficina de Cinema Artesanal: filmagem e revelação em Super 8 – Com Lila Foster e Ж

Data 26 a 29 de outubro de 2017
Horário das 9h às 17h (1 hora de almoço)
Local Casa Ranzini
R. Santa Luzia, 31. São Paulo-SP
Custo R$1.200,00 (Material incluso)
Vagas: 6 alunos

Quero me Inscrever!

Apresentação

No atual escasseamento do acesso ao material fílmico e de fechamento de importantes laboratórios, o conhecimento e o controle sobre processos fílmicos por parte de artistas e cineastas se tornam fundamentais. Diante de um cenário de onipresença do digital, apropriar-se dos processos de filmagem e revelação em analógico é buscar subsídios para refletir sobre a história da arte e das técnicas, gerando autonomia e estimulando outras formas de criação com a imagem em movimento. Como afirmou Arlindo Machado (2000), “se cada meio tem sua forma e seu espectro”, o pensamento sendo também matéria-energia que emerge da relação com as diferentes materialidades.
A proposta do curso ” Oficina de Cinema Artesanal: filmagem e revelação em Super 8″ é desenvolver uma modulação do pensamento do cinema fazendo uso de recursos simples como filmagem, montagem em câmera, intervenção na película e revelação artesanal. Encontros teórico-práticos em torno da feitura e revelação artesanal de filmes super-8mm servirão como base para os exercícios práticos de revelação e filmagem.

Metodologia

No primeiro encontro apresentaremos a estrutura da película cinematográfica e faremos uma introdução histórica acerca dos pequenos formatos (9.5mm, 16mm, 8mm) e à história do Super 8, seus usos e materiais disponíveis. Complementaremos esse percurso com um breve panorama do uso do filme na prática artística com a exibição de filmes de diferentes cineastas-artistas como Rose Lowder, Helga Fanderl, Claudio Caldini, Helio Oiticica, Clara Bausch, Jorge Honik, Marie Menken, Jonas Mekas, entre outros. Nosso interesse se concentrará nos usos não convencionais da montagem em câmera e das diversas formas assumidas pelo cinema amador e artesanal.

Após imersão a histórica e conceitual, os oficineiros se dedicarão à criação de um filme. Cada participante receberá um cartucho em Super 8 (P&B, aproximadamente 3 minutos de duração) para realização de um curta em tomada única (filme rodado e editado no gatilho da câmera) tendo todo o suporte técnico e operacional oferecido pelos tutores Lila Foster e Ж. Os filmes produzidos serão revelados no laboratório usando procedimentos não tóxicos (cerveja, café, vitamina C), uma imersão que garantirá um conhecimento básico sobre processos de revelação artesanal.

Público alvo

Estudantes de cinema, pesquisadores e artistas interessados em trabalhar com o suporte analógico. Para garantir o acesso dos oficineiros a todas as etapas de produção, serão oferecidas 6 vagas.

Material incluso

Material para o aluno:

  • 01 Rolo Super 8
  • 01 Apostila com textos complementares

Equipamentos para uso na atividade:

  • Câmera para filmagem
  • Moviolas e projetores para visionamento
  • Materiais para revelação, tanques e acessórios

Formadores

Lila Foster é pesquisadora e curadora audiovisual. É Doutora pelo Programa de Meios e Processos Audiovisuais da ECA_USP com tese dedicada ao cinema amador brasileiro. Em 2010, participou do programa de estágio em preservação e curadoria audiovisual no laboratório da Haghefilm Foundation (Amsterdam) sob a orientação de Paolo Cherchi Usai. Como curadora, atuou em festivais como Curta 8 – Festival Internacional de Cinema Super 8 de Curitiba, (S8) Mostra de Cinema Periferico (A Coruña, Espanha) e Mostra de Cinema de Tiradentes. Trabalha com processos alternativos, revelação de filme em Super 8 e pesquisa em acervos familiares desde 2010, quando começou sua pesquisa no acervo de filmes domésticos e amadores da Cinemateca Brasileira.
Contato: lilafoster@gmail.com

Ж é filme-designer e programador. Seus trabalhos em Super 8, 16 e 35mm em video foram expostos em festivais, museus e galerias como Pantalla Global CCCB -Barcelona-Spain; Museo San Telmo -San Sebastián-Spain; EAC (Espacio de Arte Contemporaneo) Montevideo-Uruguai; CantorGallery, Massachusetts -USA; VisArts– Frame & Frequency 3– Rockville- USA; CCEG- Centro Cultural España -Guatemala;La Darsena – Argentina; Sala Nordeste -MinC- Recife ;Museu da Imagem e do Som (MIS) São Paulo; Dobra Festival Internacional do Cinema Experimental- Cinemateca MAM- Rio de Janeiro. Como educador, trabalha com oficinas de realização e criação artística em Super 8 e video (https://kkinema.com.br e textodecinema.com)

Custo e Inscrição

A reserva da vaga é feita pelo pagamento do valor da inscrição. Entre em contato para saber das formas de pagamento.
Inscrição e material: R$ 1.200,00.

Cancelamento

Desistência da oficina com 15 dias de antecedência terá reembolso do valor da inscrição menos uma taxa de R$200,00. Não haverá reembolsos para desistências a menos de 15 dias do início da oficina. Em caso de cancelamento da oficina por parte da organização, haverá apenas o reembolso integral do valor pago. A organização poderá fazer e usar fotos e vídeos dos participantes para uso educacional e promocional.

Formulário de Inscrição

Condições: O pagamento deverá ser feito com antecedência por depósito bancário. As informações serão enviadas para o email fornecido por você no formulário abaixo. O preenchimento do formulário abaixo NÃO garante a participação na oficina. A sua reserva será confirmada por email posteriormente.

Seu nome (obrigatório)

Seu e-mail (obrigatório)

Seu RG (obrigatório)

Seu telefone de contato com código de área (obrigatório)

Observações ou dúvidas

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Tentando fazer Placa Seca de gelatina. 

Estátua Viva, Rua Barão de Itapetininga, SP. Impressão em papel Ilford RC a partir de negativo de vidro de Placa Seca. 17/06/2017.

Já faz algum tempo que tenho me enveredado na pesquisa do processo de Placa Seca De Gelatina, uma técnica de 1871 que veio a desbancar a hegemonia do colódio e possibilitar a era industrial da fotografia. 

Tenho seguido por hora a receita de Mark Osterman, publicada no livro de Christopher James. É um procedimento até simples depois que pega o jeito. Fiz duas “levas” já e acabei de fazer uma terceira ainda não testada. A primeira leva não deu muito certo, o que era esperado. Acho que não lavei direito a gelatina e acabei com cristalização de nitratos e outros sais. 

A segunda leva saiu ótima, e é a que gerou as duas imagens deste post. O negativo é limpo porém de baixíssima sensibilidade. Ficou até bem próxima do colódio, algo em torno de ISO 1. 

Já fiz teste de revelação com Parodinal e funcionou. Estas duas imagens aqui foi com Ilford Bromophen. Adicionei um banho inicial de água destilada com um 0,5% de alúmen de cromo para evitar descascaremos da gelatina no processo. Funcionou.

Estas duas imagens foram feitas em formato 4×5″ em uma Linhof Technika. Depois de reveladas por cerca de 15 minutos cada, foram fixadas e secas. Fiz ampliações em papel fotográfico Ilford RC Multigrade vencido (o que deu algumas manchas escuras na cópia) 18x24cm. Apesar de os negativos terem as altas luzes bem densas, as baixas luzes ficaram quase sub-expostas (erro de exposição) e precisei usar um contraste 5 e um tanto de manipulação durante a cópia. De qualquer forma, o resultado está muito bom para este estágio da pesquisa.

Praça da República, SP. Impressão em papel Ilford RC a partir de negativo de vidro de Placa Seca. 17/06/2017.

Nesta próxima “leva” tentei aumentar um pouco a sensibilidade da emulsão . Vamos ver!

Monóculos fotográficos com filme Preto e Branco
– Com Roger H. Sassaki

Dias 1 e 8 de julho de 2017

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Você tem uma câmera de meio-quadro como a Olympus Pen encostada? Vamos fazer monóculos com filme Preto e Branco!

Quem já passou dos 35 anos de idade é bem capaz de ainda ter alguma foto de infância bem encaixadinha dentro de um pequeno monóculo de plástico. Muito populares até os anos 70, traziam uma experiência intimista de rever uma memória pessoal. Sua caixinha de plástico acabou sendo a grande responsável pela conservação das fotografias por décadas seguintes, protegendo-as em seu interior. Com o declínio da fotografia analógica e dos filmes “cromos” necessários, os monóculos se tornaram raros e pouquíssimo produzidos. São sem dúvida ainda guardados com grande carinho por muitas famílias brasileiras.

Data: 1 e 8 de julho de 2017
Horário: das 10h as 17h (intervalo de 1h para almoço)
Local: Casa Ranzini | R. Santa Luzia, 31 | São Paulo – SP
Custo: R$400,00 à vista ou 2x R$200,00
Material incluso
Vagas: 8 alunos

Quero me Inscrever!

INFORMAÇÕES: contato@imagineiro.com.br

Sobre a Oficina

Nesta oficina você aprenderá a fazer uma “Revelação de Inversão” em um filme analógico Preto e Branco Ilford HP5+ que o tornará um slide positivo, ou seja uma imagem possível de ser vista em projetores de slides ou monóculos. Foi uma técnica muito popular numa época antes dos datashows digitais, em que era necessário reproduzir materiais impressos para serem projetados na parede por meio de slides quando não era preciso uma imagem colorida.
Essas transparências monocromáticas feitas por revelação de inversão funcionam muito bem nos pequenos monóculos e são uma ótima alternativa para substituir os caros filmes diapositivos coloridos com processamento e químicos de difícil acesso.
A atividade apresentará a lógica do processo e os passos necessários para o processamento completo do filme. Trabalharemos exclusivamente com o filme Ilford HP5+ mas você poderá depois ajustar o processo para outros filmes Preto e Branco.
Importante frisar que para fazer imagens para os monóculos, é necessário o uso de câmeras analógicas de meio-quadro como as Olympus Pen por exemplo. É possível utilizar câmeras analógicas 35mm de quadro inteiro também, porém o fotograma resultante não caberá num monóculo mas poderá ser usado em projetores de slide. Você deverá trazer a sua câmera! Se não possuir uma câmera fotográfica, informe-se antes conosco sobre a possibilidade de emprestimo de uma para a atividade.
(nota: é possível encontrar algumas Olympus Pen usadas por menos de R$100,00 no Mercado Livre)

Esta oficina não é uma aula de como se fotografar com câmeras analógicas manuais. Também não aborda todos os aspectos da revelação manual. É esperado que o aluno tenha experiência com os procedimentos comuns da revelação de filme preto e branco. Caso não tenha, alguns passos podem ser feitos pelo professor para melhor andamento da atividade.

Cada aluno receberá um rolo de filme 35mm Ilford HP5+ de 36 exposições e 25 monóculos. Se o aluno desejar, pode utilizar uma câmera 35mm de quadro inteiro para ter slides para projeção. Todos os químicos utilizados na oficina já estão inclusos no custo.

Sobre as aulas

O primeiro dia de curso será para a preparação do revelador caseiro (paRodinal) e saída fotográfica.

No segundo dia iremos fazer as revelações dos filmes e montagem dos monóculos.

Audiência

Limitado a 8 participantes, esta oficina é voltada para fotógrafos amadores e profissionais interessados em aprender transformar filme negativo preto e branco em filme positivo para ser visualizado em projetor de slides ou monóculos de meio-quadro. É desejável experiência básica em processamento químico de filme 35mm. Pessoas sem este conhecimento podem participar porém alguns passos serão feitos pelo instrutor e pode não ter um entendimento completo da teoria do processo.

Materiais

Está incluído no custo da oficina:
– 1 rolo de filme Ilford HP5+ 35mm de 36 poses
– 25 monóculos plásticos para meio-quadro
– Materiais de uso em aula como químicos, tanques e outros acessórios
O aluno deverá trazer sua própria câmera fotográfica de meio-quadro. Se tiver dúvida sobre quais modelos são adequados, entre em contato.

Custo e Inscrição

A reserva da vaga é feita pelo pagamento do valor da inscrição.
Inscrição e material: R$ 400,00

Cancelamento

Desistência da oficina com 30 dias de antecedência terá reembolso do valor da inscrição menos uma taxa de R$50,00. Não haverá reembolsos para desistências a menos de 5 dias do início da oficina. Em caso de cancelamento da oficina por parte da organização, haverá apenas o reembolso integral do valor pago. A organização poderá fazer e usar fotos e vídeos dos participantes para uso educacional e promocional.

Formulário de Inscrição

Condições: O pagamento deverá ser feito com antecedência por depósito bancário. As informações serão enviadas para o email fornecido por você no formulário abaixo. O preenchimento do formulário abaixo NÃO garante a participação na oficina. A sua reserva será confirmada por email posteriormente.

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Observações ou dúvidas

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Explorações Visuais em Ambrotipia – com Roger H. Sassaki

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Data 13 a 16 de julho de 2017
Horário das 9h às 17 (1 hora de almoço)
Local Casa Ranzini
R. Santa Luzia, 31. São Paulo-SP
Custo R$1.500,00 (Material incluso)
ou 2x R$800,00
Vagas: 4 alunos

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Fotografia em Placa Úmida

Durante 4 dias, os participantes serão instigados a explorar as possibilidades visuais da fotografia em placa úmida de colódio. Aprenderão a preparar as próprias placas e passarão grande parte do tempo produzindo suas próprias imagens em positivos de vidro, os ambrótipos. Uma atividade voltada a interessados em investigar a linguagem deste processo fotográfico do século 19.

Sobre a atividade

A atividade é pensada de forma a dar mais tempo e ênfase para a produção de imagens pelos alunos e a discussão das obras e impressões pessoais. Serão 4 dias inteiros de atividade contínua que permitirão aos participantes se desenvolverem sem interrupções.
Os alunos passarão pelas etapas básicas necessárias para a produção das imagens como: corte e preparação das placas de vidro, sensibilização da placa, exposição, revelação, pós processamento e guarda. Serão utilizadas câmeras de grande formato 4×5” (10x12cm), porém não é necessária experiência com o equipamento.
A técnica da placa úmida de colódio é um processo inventado em 1851 por F.S. Archer e foi o processo reinante por quase 30 anos. O Ambrótipo é uma imagem negativa de prata sobre vidro que quando colocada sobre um fundo escuro se torna positiva. É um exemplar único, sem cópias idênticas.

Audiência

Limitado a 4 participantes, esta oficina de quatro dias é de interesse para fotógrafos amadores e profissionais, autorais ou comerciais, educadores, historiadores e quaisquer pessoas interessadas em processos fotográficos históricos que queiram entender e experimentar este processo histórico pouco explorado no Brasil e produzir fotografias com características próprias das imagens do século 19, mas podendo reinventar a linguagem em uma abordagem moderna. Mesmo fotógrafos experientes encontrão na disciplina necessária, uma reexperimentação da visualização de temas como retratos e paisagens.

Não é necessário experiência.

Custo e Inscrição

A reserva da vaga é feita pelo pagamento do valor da inscrição. Entre em contato para saber das formas de pagamento.
Inscrição e material: R$ 1.500,00; ou 2 parcelas de R$800,00

Cancelamento

Desistência da oficina com 15 dias de antecedência terá reembolso do valor da inscrição menos uma taxa de R$200,00. Não haverá reembolsos para desistências a menos de 15 dias do início da oficina. Em caso de cancelamento da oficina por parte da organização, haverá apenas o reembolso integral do valor pago. A organização poderá fazer e usar fotos e vídeos dos participantes para uso educacional e promocional.

Formulário de Inscrição

Condições: O pagamento deverá ser feito com antecedência por depósito bancário. As informações serão enviadas para o email fornecido por você no formulário abaixo. O preenchimento do formulário abaixo NÃO garante a participação na oficina. A sua reserva será confirmada por email posteriormente.

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Observações ou dúvidas

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Cidade de São Paulo (Vista tirada do Paredão do Piques) 1862-2017 – Militão

Cidade de São Paulo (Vista tirada do Paredão do Piques) 1862.<br />De Militão A. de Azevedo.
Cidade de São Paulo (Vista tirada do Paredão do Piques) 1862.
De Militão A. de Azevedo.

Mais de um ano depois da primeira foto feita para meu projeto (ainda sem nome) de conversa com a obra de Militão Augusto de Azevedo, consigo sair mais uma vez para produzir uma nova imagem.

– Leia o artigo anterior “ir para: Refazer é criar? Militão novamente” para saber mais sobre o projeto.

Ainda sinto que estou apenas ensaiando os procedimentos e metodologia. Neste longo hiato, acabei ficando ocupado com “todas as outras coisas da vida” mas consegui pensar um pouco sobre ajustes no projeto. Esta saída serviu para testar algumas coisinhas. Com a idéia de ter um “diário de trabalho”, agora anoto tudo num caderninho: equipamentos, formulas, fotometria, processamento, imagens feitas e anotações diversas sobre o trabalho do dia. Ainda preciso fazer um registro mais organizado de todas as coisas que levo na bicicleta. Outra coisa que testei foi fazer uma captura simultânea em vídeo durante o tempo de exposição das imagens.

A vista escolhida desta vez é a da página 49 do Álbum Comparativo de Militão. É a cidade vista de cima do Paredão do Piques, hoje Rua Xavier de Toledo, em direção ao Largo São Francisco. Nos planos próximos, é possível ver o obelisco do Largo da Memória e a descida para a Ponte do Lorena, que hoje é um acesso para o Terminal Bandeira. O Obelisco do Piques ainda esta lá e o eixo da rua que vem debaixo da camera até a subida da Rua José Bonifácio também é visível. Aliás, bom lembrar que o obelisco deve ser o monumento mais antigo da cidade, de 1814. Ele marcava uma fonte de água potável na então entrada da cidade.

Fiz, neste dia 19/04/2017, três imagens da cena, capturadas aproximadamente entre 12h e 15h de uma quarta-feira comum. A captura foi feita em Negativo de placa úmida de colódio numa placa de vidro de 20x25cm. Esta é a minha suposição inicial sobre o tamanho dos negativos originais que Militão produziu em 1862. A imagem final impressa por contato é um pouco menor, cerca de 22x14cm. Estou partindo da suposição que Militão “cortava” a imagem um pouco menor que o tamanho do negativo para evitar as marcas de processamento que normalmente aparecem nas bordas do negativo (as imagens de Militão tem as bordas muito limpas para esta técnica).

Flagra da Sara de Santis que estava passando de ônibus pela Rua col. Xavier de Toledo e nos avistou com o laboratório montado.

Das três fotografias que fiz, talvez a segunda seja a “melhor” em termos de execução. Somente na terceira captura que lembrei de fazer a captura simultânea em vídeo. Mas a foto saiu com uma mancha que só percebi na volta ao laboratório. De qualquer forma, a experiência foi válida e acrescentou bastante informações para minhas reflexões. Aliás, desde a saída e caminhada carregando os equipamentos e escolhendo o lugar, ângulo, vendo se a luz deixa ou não eu ter a foto que quero, tudo isso se soma à reflexão sobre aqueles dias passados em 1862.

Uma mudança a ser tentada é uma objetiva diferente, de ângulo mais fechado. A bem da verdade, fui vítima do meu esquecimento, já na que a foto que fiz uma ano antes na Rua Roberto Simonsen percebi qual lente deveria usar. Neste caso, usei uma 213mm e devo tentar a 300mm na próxima.

Dando banho de glicerina para manter o colódio úmido até a volta ao laboratório. Foto de Maurício Sapata.

A seguir, mostro a reprodução (não muito boa) do negativo obtido na terceira fotografia. Ele foi intensificado quando voltei ao laboratório. Esse procedimento é utilizado para aumentar a densidade do negativo quando este não a tem diretamente na primeira revelação. Os processos de cópia da época exigem um negativo mais denso. Porém, não tenho como saber por hora, se o Militão fazia este procedimento pois há algumas variantes e até mesmo a não necessidade se ele já obtinha negativos suficientemente densos de primeira.

Negativo de Placa úmida de Colódio.

Ainda não tive tempo de fazer as cópias por contato em algum processo químico como Papel Salgado ou Albúmen, então por hora, inverti digitalmente a imagem para vê-la positiva.

Inversão digital do negativo.

Pode ser difícil de acreditar, mas essa cena é a mesma do início deste artigo, a vista da cidade feita por Militão em 1862. Como mencionei, acredito que Militão não utilizava toda a imagem do negativo, ele eliminava uma certa margem nas laterais e aproveitava a área mais central da matriz, onde há menos marcas de processamento. Mesmo assim, creio que a cena ficou ainda um tanto mais “aberta” que deveria. Por isso minha idéia de tentar a objetiva de ângulo mais fechado. Assim, recortei um pouco a imagem para se igualar mais com a imagem de 1862.

Recorte da imagem. Inversão digital do negativo.

Olhando um pouco para esta imagem, em relação a de 1862, é possível identificar o obelisco no lado esquerdo totalmente encoberto na sombra de uma grande árvore. Do pouco que explorei das locações fotografadas, a maioria terá essa mesma característica: árvores cobrindo parte parte das vistas. Curioso olhar para a cidade de 1862 e perceber que era uma cidade sem muitas árvores. Não sei se pela recém urbanização ou por uma busca da sensação de progresso pela eliminação do “mato”.

Talvez o mais marcante seja o estreitamento da vista da cidade. A linha do horizonte se escondeu atrás das folhagens e construções. Não vemos mais o Lgo. São Francisco à direita nem a torre de uma igreja à esquerda. A cidade não cabe mais neste enquadramento.

Mas e as pessoas na foto? É quarta-feira, dia de trabalho no centro de SP, por volta das 15h, conexão entre metrô e terminal de ônibus. Temos algumas poucas pessoas sentadas à sombra da árvore e mais algumas ao fundo, poucas a mais que na foto de 1862. É aí que entra a captura simultânea em vídeo.

Quantas pessoas passam pela cena nos quinze segundos de contagem da exposição da placa? São várias pessoas apagadas da memória fotográfica, selecionadas pelas limitações do aparelho. Quem são as pessoas que ficaram na imagem? Ao olharmos a foto, essas pessoas registradas são suficientes para sabermos da “realidade” deste momento ou precisamos de todas as outras que não conseguiram ser registradas. Ao olharmos as imagens de São Paulo feitas por Militão em 1862 estamos sem alguma informação que não foi registrada? Será que existiram pessoas que foram apagadas e poderiam nos dar uma outra leitura daquele dia no século 19?

A investigação continua.

(obrigado pela assistência de Maurício Sapata)

FestA! Ambrótipos no Sesc Santos

O FestA! Festival de Aprender do Sesc SP foi um evento de oficinas, demonstrações e vivências de artes visuais que ocupou as unidades do estado de SP com programação em três dias: 10, 11, e 12 de março de 2017. Fomos convidados para demonstrar o processo de ambrotipia com a colódio-bike nos dois dias do final de semana no SESC de Santos. O vídeo acima foi um dos produzidos pelo SESC para divulgação do evento.

A temática da unidade era a bicicleta, por isso lá levamos a nossa com o laboratório móvel. Nos posicionamos bem no meio do saguão da convivência para apresentações de cerca de 45 minutos que se repetiam. Foram três por dia. Nelas fazíamos uma foto do grupo de ouvintes em “meia-placa” de vidro. O público pode então ver cada passo do processo, da sensibilização do vidro, passando pela captura e finalizando com a revelação, fixação e envernizamento. Durante a execução eram dadas explicações técnicas e o contexto histórico do surgimento do processo no meio do século 19.

Estas foram as placas feitas durante a demonstração:

Ficamos contentes que todas as demonstrações tinham bastante ouvintes e inclusive que vários viajaram de outras cidades próximas para nos ver! Uma delas me contou que a professora de sua aula recomendou a visita. Agradeço muito à professora! Nós fazemos estas demonstrações justamente para mostrar esse conhecimento que faz parte da fotografia brasileira e é muito difícil de ser visto pessoalmente. Sabemos o quão importante é a pessoa ver o objeto fotográfico e os passos de sua produção para entender a estética deste período da fotografia. Também sempre levantamos questionamentos de como artistas visuais atuais podem utilizar os diversos processos históricos da fotografia para produzir obras contemporâneas.

Desta vez, teve uma novidade a muito tempo planejada: instalamos uma câmera dentro do laboratório. Já tinha essa câmera de vigilância há algum tempo, justamente para isso. Quando eu entrava no lab, que só cabe uma pessoa, o público ficava sem ver o que era feito. A câmera tem uma iluminação infra-vermelha embutida que não vela de jeito nenhum a placa fotossensível. A imagem era então passadas em uma grande TV ao lado do lab onde as pessoas podiam ver a revelação da placa sendo feita.

Veja algumas imagens da atividade:

Gostaria de agradecer o SESC-SP e a programação do Sesc Santos por mais este convite pra apresentar meu trabalho para seu público. Também agradeço a equipe composta pelo Lúcio Libanori e Maurício Sapata que são essenciais para que um processo tão trabalhoso possa ser apresentado desta forma.

Abraços,

Roger Sassaki