Ano do Cão – Exposição fotográfica coletiva – Placa úmida de colódio

Ano do Cão – Exposição fotográfica coletiva

Fotografias em Placa Úmida de Colódio

ABERTURA:
Sábado e domingo 26+27/maio, das 10h às 17h.
Demonstrações do processo às 11h, 13h, 14h30 e 15h30.

VISITAÇÃO:
02 a 23 de maio
(Sextas e sábados, das 11h às 16h)
Demonstrações do processo todos os sábados às 15h.
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Será aberta ao público no dia 26 de maio a exposição coletiva ‘Ano do Cão – Fotografias em Placa Úmida de Colódio’ na histórica Casa Ranzini, no bairro da Liberdade. Realizada pelo grupo Imagineiro, a mostra é composta por trabalhos inéditos e celebra, pelo quarto ano consecutivo, o Dia Mundial da Placa Úmida (World Wet Plate Day).

Os artistas desse ano são: Anna Silveira, Bruna Queiroga, Elizabeth Lee, Foto Galdino, Elcio Macias de Mello, Carolina Ruiz, Carlos Ximenes, Laura Del Rey, Marcelo Guarnieri, Maria Clara Scobar, Maurício Sapata, Mauricio Virgulino Silva, Plinio Higuti, Priscila Lima, Renata Voss, Roger Sassaki e Simone Wicca.

O pesquisador Ricardo Mendes escreveu o texto que acompanha a exposição.

Com entrada gratuita, o público terá a chance de ver de perto os trabalhos inéditos desses 17 fotógrafos brasileiros, em variados tamanhos e suportes criativos. Haverá também uma série de atividades integradas, como demonstrações do processo, sessões de retratos individuais ou em grupo e palestras.

www.imagineiro.com.br
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Local:
Casa Ranzini
Rua Santa Luzia, 31 – Liberdade, São Paulo
Próximo às estações Liberdade e Sé do metrô

Horários especiais para visitação:
agendar pelo contato@imagineiro.com.br
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Texto de Ricardo Mendes que acompanha a exposição

Gosto da palavra em inglês – underdog.
Explorado, oprimido, azarão e perdedor, no sentido mais banal. Gosto por ser disruptiva, quando vem carregada de preconceito (como se o contrário fosse possível), sinalizando bem claro os micropoderes, exclusões, de todos os dias.
Essa bagunça aparente de imagens – exercícios e expressões em ambrotipia contemporânea – fala a seu modo de sentimentos difusos que surgem nessa condição, de camadas atuais que se deslocam, revelando que o terreno sólido esperado pode escapar sob nossos pés. Desabafo, solidariedade, por vezes de forma direta ativista; em outras, evocando o espiritual e o retorno mágico.
Mas a sensação do chão escapar sob os pés é a mesma de navegar. Exige domínio do corpo e mente, ação e pensamento a cada instante. Assim, pensar imagens através de um processo não dominante de geração de visualidades estabelece uma circunstância potente para refletir sobre as condições de estar no mundo.
Sob a luz cinza, quase um muco, radiação líquida, que contamina essas imagens, estilhaços, fusões e encontros procuram confrontar a eminência de um dia de cão. Procuram transformar o horizonte de expectativas em um ano desafiador.